IBGE: indústria troca contratação por horas extras

O emprego na indústria segue crescendo, segundo o economista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Rodrigo Lobo, ao analisar a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário referente a abril, divulgada nesta quarta-feira, 12.

FERNANDA NUNES, Agencia Estado

12 de junho de 2013 | 11h21

O principal indicador de crescimento é visualizado nas estatísticas relativas ao número de horas pagas, que avançou 1,0% ante março, o maior crescimento desde outubro (1,1%), e 0,1% em comparação a igual mês de 2012.

"Com o aumento da produção industrial, em vez de os empresários contratarem mais pessoas estão preferindo aumentar a carga de trabalho dos seus empregados, pagando horas extras. Eles temem que o aumento de produção não se confirme. Mas se o movimento se der de forma continuada, haverá aumento do número de trabalhadores", avaliou o economista.

Além disso, a melhora do emprego industrial também pode ser percebida nos indicadores de média móvel trimestral (0,3%), o melhor resultado desde fevereiro de 2012 (0,6%). A taxa de abril interrompeu três meses consecutivos de queda, período em que acumulou queda de 0,4%. Lobo chama atenção ainda para a redução da intensidade das taxas negativas captadas pela pesquisa, como a de pessoal ocupado comparado a abril de 2012, de -0,5%. Em março, a taxa foi de -0,7%.

Embora negativo, o índice apresenta a queda menos intensa registrada desde janeiro de 2012 (-0,4%). Outro indicador de melhora é que a folha de pagamento permanece crescendo, tendo apresentado resultados positivos em todas as bases de comparação.

Ante março, avançou 0,2% e, em comparação a abril de 2012, 2,6%. "Apesar de certa estabilidade do emprego industrial, o pessoal ocupado tem recebido massa salarial cada vez melhor. Talvez por causa da qualificação dos funcionários", destacou o economista do IBGE.

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