IBGE: inflação pelo IPCA é a menor desde 2006

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto deste ano, de 0,15%, é a menor taxa mensal apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde agosto de 2006, quando havia sido de 0,05%. A informação foi divulgada hoje pela coordenadora de índices de preços do instituto, Eulina Nunes dos Santos.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 09h33

A maior contribuição para a redução do IPCA em agosto em relação a julho, quando a taxa foi de 0,24%, foi dada pelo leite pasteurizado. O produto, que vinha apresentando resultados elevados desde abril, passou de uma alta de 4,02% em julho para uma queda de 6,61% em agosto.

A taxa dos alimentos "se manteve relativamente estável", segundo o IBGE, no IPCA de agosto (-0,01%) em relação à variação de julho (-0,06%). Entre os alimentos que mostraram alta, o principal impacto ficou com as frutas, que subiram 4,93%.

No ano, o grupo de Alimentação e Bebidas acumula alta de 2,56% até agosto, abaixo o registrado em igual período do ano passado, quando havia ficado em 9,58%. No que diz respeito aos produtos não alimentícios, o resultado foi de 0,20% em agosto, abaixo da alta de 0,33% apurada em julho.

O grupo Habitação, que passou de 1,11% em julho para 0,47% em agosto, apresentou redução no ritmo de crescimento. O resultado refletiu, principalmente, a desaceleração nas tarifas de energia elétrica (de 3,25% para 0,39%). Por outro lado, a taxa de água e esgoto exerceu pressão sobre o IPCA do mês, ao passar de 0,23% em julho para 1,00% em agosto.

No grupo Transportes, houve queda de 0,14% em julho para -0,11% em agosto. Segundo o IBGE, ela está ligada, principalmente, aos resultados das passagens aéreas (de -6,81% para -10,97%) e do item automóvel usado (de -1,66% para -1,55%). Também pesou a redução nas taxas de inflação dos ônibus interestaduais (de 5,80% para 0,60%), da gasolina (de 0,68% para 0,16%) e do álcool (de 2,47% para 1,44%).

Nos Artigos de Residência, os destaques foram: mobiliário (de 1,15% em julho para -1,06% em agosto), eletrodomésticos (de -0,41 % para -0,40%) e consertos e manutenção (de -0,86% para -0,26%). No grupo Educação, a variação de 0,83% "refletiu os resultados apurados na coleta realizada no mês de agosto, a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo", informou o IBGE. Os artigos de Vestuário (de -0,01% para 0,13%) também se mostraram em alta em agosto, refletindo o fim do período de liquidações.

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