IBGE: IPCA-15 cai com preços de educação e alimentos

A pressão menor do grupo de preços relacionados ao setor de educação foi o principal motivo para o recuo do IPCA-15 de 0,64% em fevereiro para 0,23% em março, segundo mostra o documento de divulgação do IBGE. Em fevereiro, "refletindo a típica aplicação dos reajustes de início do ano letivo", a alta da educação havia atingido 3,61%. Já em março, o resultado do grupo baixou para 0,16%."A forte redução do aumento de preços de um mês para o outro (no IPCA-15) foi explicada pelos grupos educação (0,16%) e alimentação e bebidas (0,40%), que aumentaram menos", informou o instituto.No caso dos produtos alimentícios, que também haviam exercido forte pressão sobre o índice em fevereiro, a taxa passou de 1,13% naquele mês para 0,40% em março. Os feijões, que vinham contribuindo para a alta do grupo de alimentos, apresentaram queda de preços de 1,31% em março, ante um aumento de 10,46% em fevereiro.Segundo o documento de divulgação da pesquisa, o quilo do feijão carioca chegou a ficar 4,57% mais barato em março, enquanto seus preços haviam subido 8,22% em fevereiro. As carnes caíram mais ainda de um mês para o outro: de -0,99% em fevereiro, passaram para -1,08% em março. O mesmo ocorreu com o frango: de -0,42% para -1,34%. Em termos de queda, ainda segundo o documento, o principal destaque ficou com a batata-inglesa , cujos preços ficaram 12,50% mais baratos.No grupo dos não-alimentícios, houve alta de 0,18% em março, também abaixo da taxa de fevereiro (0,50%), em razão do menor resultado do grupo educação.

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