IBGE: IPCA em 12 meses deve manter tendência de alta

A tendência da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período acumulado de 12 meses é de permanecer em alta no curto prazo, já que não há perspectiva de arrefecimento da alta dos alimentos em breve, observou hoje a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. "Não se vislumbra no curto prazo um movimento de reversão da alta dos alimentos", disse.Segundo ela, os reajustes dos alimentos são preocupantes porque podem se alastrar para outros produtos, por causa do aumento de custos, como já ocorre em alguns serviços. "A questão dos alimentos, que sempre requer atenção, é que é um fator que pode se alastrar, porque pode haver pressão por dissídios e reajustes e repasse de aumento de custos para os serviços", alertou.No que diz respeito à taxa do IPCA em 12 meses, de 5,58%, e que permanece em trajetória persistente de alta desde novembro do ano passado, Eulina acredita em novas elevações. "O que se observa é que a taxa em 12 meses vem crescendo insistentemente e já atingiu quase 6% em maio. Se considerarmos que as taxas de junho e julho do ano passado foram muito baixas (0,28% em junho e 0,24% em junho) e serão abandonadas no cálculo de 12 meses nos próximos meses, podemos inferir uma inflação com tendência crescente", afirmou.Da inflação de 5,58% acumulada no IPCA em 12 meses, os alimentos (que subiram 14,63% no período) contribuem com 3,03 pontos porcentuais. Segundo a coordenadora de índices de preços do IBGE, enquanto os produtos alimentícios contribuem para elevar a taxa, o câmbio continua ajudando a conter a alta de preços, evitando reajustes maiores nos próprios alimentos e provocando queda, por exemplo, nos preços dos eletrodomésticos.

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