IBGE: metade do PIB de SP está na região metropolitana

A Região Metropolitana São Paulo abriga 57,3% de todo o PIB do Estado e sete dos dez municípios paulistas mais ricos, segundo pesquisa realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com os dados mais recentes dos PIBs dos municípios (2005). Ao mesmo tempo, pertence à região a cidade com o pior PIB per capita de todo o Estado - Francisco Morato, com R$ 3.108,53. "A Região Metropolitana de São Paulo é extremamente desigual e concentra as maiores riquezas e pobrezas do Estado", disse o chefe da divisão de Estatística e Economia da Fundação Seade, Miguel Matteo.Depois da Região Metropolitana de São Paulo, respondem pelas maiores participações no PIB do Estado as regiões administrativas de Campinas (15,3%), São José dos Campos (5,2%), Sorocaba (4,7%) e Santos (3%). Juntas, as cinco regiões concentram 85,5% do PIB paulista. Também se destacam Ribeirão Preto e São José do Rio Preto; juntas, representam 5% do PIB do Estado.Com as mudanças metodológicas do cálculo do PIB, o setor de serviços aumentou significativamente sua participação no PIB do Estado e provocou uma mudança no ranking das cidades paulistas. Com forte presença do setor financeiro, Barueri ultrapassou Guarulhos e ficou em segundo lugar, atrás apenas da capital paulista. Em 2004, a cidade estava em sexto lugar. A diferença entre Barueri e Guarulhos é de pouco menos de R$ 1 bilhão. Pelos mesmos motivos, Osasco ganhou uma posição, ficou em sexto lugar e passou de São José dos Campos.Os cinco primeiros municípios dessa lista - São Paulo, Barueri, Guarulhos, Campinas e São Bernardo do Campo - representam 47,77% do PIB do Estado. Se Osasco e São José dos Campos entrarem nessa conta, as sete cidades concentram 18% do PIB nacional. Enquanto os setores de indústria e serviços estão concentrados nas maiores cidades do Estado, a agricultura é a atividade mais disseminada. Os dez maiores municípios dedicados a essa atividade concentram apenas 10,53% do PIB agrícola paulista, enquanto as dez principais cidades industrial concentram 49,67% e, na lista de serviços, 60,93%.Per capitaA lista dos dez maiores PIBs per capita do Estado acaba por privilegiar cidades com grande riqueza e pouca população. Nessa lista quem lidera é Paulínia, com PIB per capita de R$ 106.081,86, com a presença de uma refinaria da Petrobras e apenas 60 mil habitantes, e Ouroeste, com a usina hidrelétrica Água Vermelha, uma população de 7 mil habitantes e PIB per capita de R$ 103.397,61. A média do Estado é de R$ 17.977,31. Porém, entre os dez primeiros, também estão cidades com intensa atividade econômica, como Jaguariúna, com R$ 89.596,15, e Barueri, com R$ 87.337,92.Entre os cinco piores PIBs per capita do Estado, estão, além de Francisco Morato, considerada cidade-dormitório, Barra do Turvo, que abriga o Parque Estadual Jacupiranga, Cunha, pequeno município rural do Vale do Paraíba, e Ribeira e Iporanga, no Vale do Ribeira, ambas com pequena expressão econômica.

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