IBGE: MG, PR e Nordeste aumentam fatia no PIB de 2005

A análise do Produto Interno Bruto (PIB) de todos os 5.564 municípios brasileiros mostra que, no período entre 2004 e 2005, os maiores aumentos de participação no PIB do País ocorreram em Confins (MG), Centro Novo do Maranhão (MA), Catas Altas (MG), Campo do Tenente (PR) e Sátiro Dias (BA).Segundo a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios Brasileiros, divulgada hoje pelo IBGE, o município de Confins passou da posição 2.450 para a 888, devido ao impacto no transporte aéreo, com a transferência da maior parte dos vôos do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, para o Aeroporto Internacional de Confins.Repetindo-se a mesma análise (todos os municípios) para o período de 2002 a 2005, os maiores ganhos de posição em relação ao PIB do País foram os de Bom Jesus do Araguaia (MT), Canaã dos Carajás (PA), Baixa Grande do Ribeiro (PI), Centro Novo do Maranhão (MA) e Ijaci (MG).Em contrapartida, os municípios de Santana do Mundaú (AL), Coxilha (RS), Boa Vista do Incra (RS), Machadinho (RS) e Quatro Irmãos (RS apresentaram as maiores perdas de posição entre 2002 e 2005, em todos os casos por causa de problemas agrícolas. PIB per capitaOs municípios com os dez maiores PIB per capita do País em 2005 foram Cascalho Rico (MG), Araporã (MG), São Francisco do Conde (BA), Triunfo (RS), Porto Real (RJ), Fronteira (MG), Paulínia (SP), Ouroeste (SP), Alto Taquari (MT) e Santo Antônio do Leste (MT).A coordenadora do projeto PIB municipal do IBGE, Sheila Zani, disse que o cálculo do PIB per capita na pesquisa é feito com a renda gerada dividida pela população do município, e não com a renda apropriada. "É claro que um município que tem uma hidrelétrica e população pequena tem um PIB per capita altíssimo, não significa que a renda esteja sendo apropriada no município", disse.Segundo mostra a pesquisa Produto Interno Bruto dos Municípios Brasileiros, divulgada hoje pelo IBGE, entre os maiores PIB per capita, em Cascalho Rico (PIB per capita de R$ 289.838), no Triângulo Mineiro, está a terceira maior hidrelétrica mineira. O município possui também uma unidade industrial do setor de derivados do leite e, além disso, tem baixa concentração populacional. Araporã (R$ 223.027), também na região do Triângulo Mineiro e com baixa densidade demográfica, abriga a maior hidrelétrica de Minas. Todas as capitais das regiões Sudeste e Sul apresentavam PIB per capita superior ao brasileiro em 2005 (R$ 11.658), enquanto no Nordeste nenhuma capital tinha PIB per capita maior que o nacional.

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