IBGE minimiza queda da renda de trabalhador em maio

A ligeira queda no rendimento médio do trabalhador no mês de maio ante abril, de 0,1% negativo, foi causada por perdas localizadas em Porto Alegre e Salvador. Portanto, o resultado não significa um recuo no poder de compra, explicou Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Instituto, o recuo é considerado estabilidade, a menos que seja igual ou maior do que -0,3%.

DANIELA AMORIM, Agencia Estado

21 de junho de 2012 | 10h53

"O rendimento caiu nas regiões metropolitanas de Salvador e Porto Alegre, que deram esse resultado geral (-0,1%). Se não fossem essas duas regiões estaríamos com rendimento aumentado no conjunto das seis regiões metropolitanas em maio", disse Azeredo. "A queda não se verificou na região metropolitana de São Paulo, onde o subiu o rendimento", acrescentou.

O rendimento médio recuou 6,6% em Salvador. Mas a queda de 1,2% em Porto Alegre teve mais impacto sobre o total nacional, informou. "Porto Alegre tem peso maior porque o nível de rendimento também é maior. São quase R$ 300,00 de diferença. Uma queda no rendimento de Salvador preocupa, mas já é um mercado com cenário informal bastante grande, um cenário econômico não tão organizado quanto o de Porto Alegre", explicou o gerente da pesquisa. Em São Paulo, a renda média do trabalhador avançou 0,5% em maio, na comparação com abril.

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