IBGE: nada indica que indústria brasileira pisou no freio

O coordenador de Indústria do IBGE, Sílvio Sales, afirmou esta manhã que "nada indica" que a produção da indústria brasileira "pisou no freio" em março. De acordo com ele, a pesquisa industrial mensal divulgada hoje "não define um quadro de desaceleração", porque foi muito marcada por fatores específicos do mês de março. Segundo Sales, "a conjuntura, a situação geral da economia, sugerem a sustentação de um quadro ainda elevado (da produção)". Em referência à expansão do crédito e aos aumentos do emprego e da massa salarial, Sales comentou que "os estímulos para a demanda interna permanecem". Ele afirmou também que abril terá um dia útil a mais este ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Para ele, o fato de este ano março ter tido dois dias úteis a menos que o mesmo mês do ano passado foi um dos motivos que levou à desaceleração, na passagem de fevereiro para março. A paralisação de uma refinaria da Petrobras, em Paulínia (SP), foi outro motivo específico que também influenciou na menor expansão verificada em março. A possibilidade de a greve dos auditores fiscais da Receita Federal ter contribuído também para reduzir o ritmo do crescimento da produção industrial, se confirmada, deve influir negativamente também para o desempenho de abril. No entanto, Sales acredita que esses fatores devem ser compensados ao longo do ano "se a demanda interna continuar crescendo".

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