IBGE: nível de ocupação de 52% é o maior desde 2002

O nível de ocupação (porcentual de pessoas ocupadas em relação à população de 10 anos ou mais de idade) atingiu um nível recorde na média das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro semestre de 2008. O gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo, disse que o nível de ocupação de 52% no primeiro semestre deste ano é o maior desde o início da nova série histórica da pesquisa mensal de emprego, em 2002.No primeiro semestre de 2007, o nível de ocupação era de 51%. No ano de 2003, o pior período para o mercado de trabalho desde o início da série, era de 49,8%. Para Azeredo, "a grande notícia que essa pesquisa traz é essa evolução no nível de ocupação, que mostra uma evolução estrutural no mercado de trabalho", disse.Ele ressaltou que o número de ocupados está crescendo em mível muito superior (em torno de 4,5% ao mês, ante igual período de ano anterior) do que a população em idade ativa (acima de 10 anos, com taxa de crescimento anual em torno de 1%).Segundo Azeredo, os dados do nível de ocupação "mostram a força do mercado de trabalho, que vem reagindo desde 2005 e vem se afirmando em 2008, quando há uma geração de postos de trabalho como não se via nos últimos anos".Taxa médiaA taxa média de desemprego no primeiro semestre de 2008 ficou em 8,3%, a menor apurada na nova série histórica da pesquisa mensal de emprego do IBGE, iniciada em 2002. Os dados se referem a seis principais regiões metropolitanas no País (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre).Não há dados fechados do primeiro semestre para 2002 porque houve problemas nos resultados da pesquisa no primeiro bimestre daquele ano. Nos anos da nova série, a taxa média de desemprego para o primeiro semestre foi: 2003 (12,2%); 2004 (12,3%); 2005 (10,3%); 2006 (10,1%) e 2007 (9,9%).Para o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, os resultados do primeiro semestre de 2008 confirmam que a taxa de desemprego total deste ano deverá ser menor do que a registrada no ano passado (9,3%). "Isso mostra que a procura por uma vaga tem sido atendida com mais freqüência em 2008, não temos bola de cristal, mas a situação tem que piorar muito para que este ano não feche com uma taxa menor que no ano passado. Historicamente, a tendência é que o segundo semestre apresente taxas menores", disse.

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