IBGE: PIB trimestral cresce desde o início de 2002

A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,7% apurada no terceiro trimestre deste ano, ante igual período do ano passado, é a maior desde o segundo trimestre de 2004, segundo a gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. Segundo ela, o PIB do País está crescendo consecutivamente, na comparação com igual período do ano anterior, desde o primeiro trimestre de 2002.O consumo das famílias, que tem peso de 60% no cálculo do PIB e cresce há 16 trimestres consecutivos, é um dos principais motores da expansão da economia. Segundo Rebeca, o aumento de 6% apurado no consumo das famílias no terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano anterior foi influenciado especialmente pelo aumento real da massa salarial (4,3% no terceiro trimestre de 2007 na comparação com igual período de 2006) e da expansão nominal de 30,4% do saldo de operações de crédito para pessoas físicas nesse período.Crescimento sustentadoO forte crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF - que sinaliza os investimentos na economia) no terceiro trimestre aponta para um crescimento sustentado da economia nos próximos trimestres, avaliou a gerente do IBGE. Segundo Rebeca, a expansão do investimento favorece o crescimento futuro porque, se há um aumento robusto no consumo das famílias, é muito importante aumentar os investimentos. Ela acrescentou que o aumento do consumo interno não pode depender de importações.Rebeca explicou que o aumento da FBCF no terceiro trimestre deste ano (4,5% ante o segundo trimestre e 14,4% ante o terceiro trimestre de 2006) reflete a demanda interna, o câmbio que favorece as importações de máquinas e equipamentos e a produção nacional aquecida de bens de capital.Ela explicou também que a FBCF está sendo puxada especialmente pela produção de máquinas e equipamentos, já que a construção civil também está crescendo, mas em patamar menor. A FBCF é calculada com dados da produção de máquinas e equipamentos e da construção civil.Rebeca justificou que os investimentos, que cresceram pelo 15º trimestre consecutivo na comparação com igual trimestre do ano anterior, refletem também a queda na taxa Selic (11,5% ao ano no terceiro trimestre deste ano, ante 14,6% ao ano em igual período do ano passado) e o aumento nominal de 25,3% do crédito de recursos livres para pessoa jurídica, ante igual trimestre do ano passado. Segundo ela, os investimentos estão bem espalhados na indústria e na agricultura.

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