IBGE prevê safra agrícola 3,1% maior em 2008

Segundo prognóstico do Instituto aponta produção de 137,3 milhões de toneladas de grãos no próximo ano

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2007 | 09h26

O segundo prognóstico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a safra agrícola de 2008, relativo a novembro, estima que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas será de 137,3 milhões de toneladas, 3,1% maior que a obtida em 2007.  Segundo o documento de divulgação, as informações da pesquisa do prognóstico representam 85,6% da produção nacional prevista e abrange as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nos Estados de Rondônia, Maranhão, Piauí e parte da Bahia. No que diz respeito à área a ser colhida, considerados os 11 produtos investigados, a projeção é de 46,9 milhões de hectares, 2,9% superior à área colhida em 2007 (45,5 milhões de hectares). Em termos absolutos, esse crescimento totaliza cerca de 1,3 milhão de hectares.  Milho A produção esperada para o milho 1ª safra é de 38,3 milhões de toneladas, 5,5% maior do que a observada em 2007, devido ao aumento da área de plantio nos principais estados produtores de grãos, segundo o IBGE.  Os técnicos do instituto destacam no documento de divulgação que o crescimento do milho reflete "a boa cotação que o produto vem mantendo em face da menor oferta pelo maior produtor mundial, os Estados Unidos, que estão destinando parte de sua safra para a produção de etanol".  A demanda por etanol também levará a um aumento na produção de cana-de-açúcar no ano que vem, segundo o IBGE. A produção esperada é de 561,8 milhões de toneladas, 9,3% superior à obtida em 2007 (514,1 milhões de toneladas). No que diz respeito à área, a previsão é de um aumento de 8,3% frente a 2007, quando foram colhidos 6,7 milhões de hectares. Já a produtividade estimada para 2008 é de 77.304 kg/ha, ante 76.594 kg/ha na safra anterior. Segundo observam os técnicos do IBGE no documento de divulgação, "os levantamentos de campo espelham o interesse pelos produtos derivados desta cultura, notadamente o etanol e o açúcar, sendo que o álcool é o mais atrativo no momento, devido ao aumento do consumo nos mercados interno e externo, motivado pela questão ambiental no uso de energias renováveis".  Soja  O prognóstico para 2008 para a safra de soja é de 59,3 milhões de toneladas, um crescimento de 2,0% frente ao volume obtido em 2007. A área a ser colhida desse produto mostra um aumento de 1,4%, enquanto o rendimento esperado caiu 0,5%, sendo de, respectivamente, 20,9 milhões de hectares e 2.835 kg/ha. No caso do feijão, no segundo prognóstico para a safra nacional dessa cultura espera-se uma produção da ordem de 1,782 toneladas, refletindo uma queda de apenas 0,6% frente à produção alcançada em 2007 (1,792 milhão de toneladas). Segundo os técnicos do IBGE, o atraso das chuvas inviabilizou o plantio de muitas áreas na época recomendada, especialmente no Sul do País.  Já a produção do arroz em casca deverá atingir 12,0 milhões de toneladas em 2008, volume 7,9% superior ao obtido na safra 2007. Os técnicos do instituto afirmam no documento de divulgação do prognóstico de safra que "este acréscimo se deve, principalmente, ao Rio Grande do Sul, principal produtor, com incremento de 11,2% na produção esperada e 11,4% na área plantada". Destaca-se, ainda, segundo os técnicos, que o Mato Grosso, principal produtor no Centro-Oeste, teve redução na área plantada (14,7%), "devido à preferência dos produtores pelo plantio da soja, que tem maior liquidez, bem como pela redução do plantio em áreas novas do Estado".  Algodão A produção de algodão em caroço deverá atingir 4,1 milhões de toneladas na safra 2008, ante 3,8 milhões de toneladas obtidas em 2007, com crescimento de 6,5%. Para o IBGE, o aumento reflete o crescimento da área plantada e da produtividade nos estados da Bahia (13,5% na área e 5,0% no rendimento esperado ante a safra anterior) e no Mato Grosso, principal produtor, com 52% da produção nacional (3,9% na área e 1,5% no rendimento esperado). De acordo com os técnicos, o fator que mais contribuiu para o resultado positivo foi a manutenção dos preços do produto, tanto no mercado interno quanto no externo. No Mato Grosso, segundo explicam, os produtores, em sua maioria, constituem condomínios, colocando a produção diretamente no mercado externo, através de contratos futuros, obtendo, desta forma, melhores resultados.

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