IBGE: queda no varejo pode ser vista como 'acomodação'

O técnico da coordenação de comércio e serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Reinaldo Pereira, disse que a queda de 0,4% nas vendas do varejo em dezembro de 2009 ante novembro do mesmo ano deve ser avaliada como uma "acomodação" após sete meses de crescimento ante o mês anterior. "Não é uma tendência de queda, mas uma acomodação, até porque a variação negativa é muito pequena", observou.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2010 | 10h29

Pereira disse ainda que o bom desempenho do varejo em 2009 - com alta acumulada de 5,9% nas vendas no período -, apesar da crise econômica, refletiu a continuidade do aumento da massa salarial, os incentivos fiscais do governo via redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de consumo duráveis e queda nas taxas de juros.

Varejo ampliado

As vendas do comércio varejista ampliado (inclui automóveis e material de construção) subiram 0,6% em dezembro de 2009 ante novembro do mesmo ano, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Nessa comparação, as vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 1,6%, enquanto as de material de construção subiram 3,3%. Na comparação com dezembro de 2008, as vendas do varejo ampliado aumentaram 14,3%, com alta de 28,2% para veículos e de 16,8% para material de construção. No ano de 2009, o varejo ampliado acumulou um aumento de 6,9% nas vendas.

Supermercados

As vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, grupo que tem maior peso na pesquisa mensal de comércio do IBGE, caíram 0,8% em dezembro de 2009 ante novembro do mesmo ano. Na comparação com dezembro de 2008, porém, as vendas desse grupo aumentaram 9,7%, com contribuição 4,4 ponto porcentual, ou quase 50% da variação de 9,1% nas vendas totais do comércio varejista no período. No acumulado de 2009, as vendas de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo aumentaram 8,3% ante o ano anterior, resultado acima do varejo total (5,9%) no período.

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