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IBGE: real apreciado reduz fatia da indústria no PIB

A valorização do real diminuiu a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) entre 2004 e 2007, ao mesmo tempo em que elevou a fatia dos serviços, segundo destacou o gerente da coordenação de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cristiano Martins. Em entrevista de divulgação dos dados finais do PIB de 2007, ele atribuiu à valorização da moeda brasileira essa mudança estrutural no PIB.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

04 de novembro de 2009 | 14h27

Segundo o IBGE, a indústria partiu de uma participação no PIB de 30,1% em 2004 para 29,3% em 2005, 28,8% em 2006 e, finalmente, 27,8% em 2007. Por outro lado, os serviços, no mesmo período, tiveram uma trajetória ascendente, de uma fatia de 63,0% do PIB em 2004 para 66,6% em 2007. "Em relação a 2006 (quando tinham 65,8%) os serviços ganham quase um ponto de participação, em detrimento da indústria. Um dos motivos para esse ganho dos serviços é a valorização do real, que leva a mais importações enquanto as atividades que sofrem maior concorrência dos bens importados perdem participação", explicou.

Entre 2004 e 2007, o real apresentou uma valorização de cerca de 37%. A gerente de contas trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, disse que não é possível antever se esse movimento de ganho dos serviços e perda da indústria prosseguiu em 2008 e em 2009. "O que vimos até o segundo trimestre de 2009 é que os serviços foram menos afetados do que a indústria pela crise, mas vamos esperar os dados mais à frente para checar o que realmente ocorreu", disse.

O IBGE divulgou hoje os dados definitivos do PIB de 2007. Os dados finais do PIB do ano passado só vão ser apresentados em novembro do ano que vem. No próximo dia 10 de dezembro, será revelado o desempenho do PIB do terceiro trimestre de 2009.

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