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IBGE rebaixa estimativa da safra agrícola deste ano

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou para baixo a estimativa para a safra agrícola deste ano, dos 99,337 milhões de toneladas projetados em abril para 98,836 milhões no levantamento de maio. A mudança foi resultado da queda na expectativa de produção do milho 2ª Safra. A revisão coloca em risco um novo recorde para a safra brasileira neste ano, já que segundo a projeção atual, o resultado de 2002 será apenas 0,30% superior ao da safra anterior (98,543 milhões de toneladas). Além disso, o número está bem distante das 100 milhões de toneladas inicialmente previstas para este ano pelo governo.O chefe do Departamento de Agropecuária do IBGE, Carlos Lauria, disse que a confirmação da previsão divulgada ontem vai depender, ainda, da produção das culturas de inverno, especialmente o trigo e do desempenho do próprio milho 2ª Safra em São Paulo. Ele admitiu que a safra do País deste ano poderá vir a ser inclusive inferior a do ano passado, dependendo do resultado dessas colheitas, mas disse que considera "difícil" essa redução. A expectativa para o milho 2ª Safra caiu 2,61% em maio ante abril, devido a problemas climáticos no Paraná e em Goiás. Segundo Lauria, a estimativa é que a safra de trigo chegue a 4 milhões de toneladas neste ano, a maior dos últimos 10 anos.O feijão em grão primeira safra deverá ser o produto a apresentar o maior crescimento na safra 2002, em relação ao ano passado, com aumento de 39,15%. Estão previstos também crescimentos no feijão em grão segunda safra (30,83%), trigo (23,39%), soja em grão (11%) e no milho em grão segunda safra (5,73%). As principais quedas em relação a safra 2001 deverão ocorrer no milho em grão primeira safra (-16,32%), no algodão herbáceo (-13,51%) e no feijão em grão (-11,29%).Lauria explicou que nesta safra, mais uma vez, os produtores estão olhando os preços como principal fator de motivação para ampliar a colheita de determinadas culturas. Segundo ele a soja permanece como preferência, totalizando 43% do total da safra a ser colhida, porque como commoditie significa lucro certo para os produtores, que já plantam o produto com garantia de venda.

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