Lucas Lacaz Ruiz/Estadão
Lucas Lacaz Ruiz/Estadão

IBGE recebe quase 26 mil inscrições para 400 vagas temporárias no Censo 2020

Prova será aplicada no dia 1º de setembro, e o IBGE deve começar a convocar os aprovados a partir do dia 27 do mesmo mês

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2019 | 12h44

RIO - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 25.787 inscrições de candidatos para as 400 vagas temporárias do processo seletivo para analistas do Censo Demográfico de 2020. As vagas são distribuídas em 20 carreiras de nível superior, para todas as unidades da federação.

Quase metade dos inscritos (12.897 deles) disputará uma das 142 vagas de analista com formação em Gestão e Infraestrutura. A segunda especialidade com mais inscritos, 3.764 candidatos, é a de Análise Socioeconômica, com 36 vagas.  A prova será aplicada no dia 1º de setembro, e o IBGE deve começar a convocar os aprovados a partir do dia 27 do mesmo mês.

Em pouco mais de uma década, o total de servidores recuou 36%, de 7.346 em janeiro de 2008 para 4.726 até maio deste ano. Quase um terço dos remanescentes (27%, ou 1.296 servidores que ainda estão trabalhando) já está em condições de se aposentar, informou o sindicato de servidores do IBGE.

Em meio a um cenário de restrições orçamentárias, o questionário básico do Censo 2020 – aplicado em todos os domicílios brasileiros – também foi enxugado. De 37 perguntas previstas na versão piloto, o questionário caiu para 25 questões. No Censo de 2010, havia 34 perguntas. Já o questionário completo, aplicado numa amostra que equivale a 10% dos domicílios, foi enxugado de 112 para 76 perguntas. No Censo 2010, o questionário mais abrangente tinha 102 questões.

Os cortes nos questionários foram criticados pelo corpo técnico do IBGE. Pelo menos cinco funcionários pediram afastamento de cargos de chefia por oposição à medida. Ficaram de fora perguntas sobre renda, emigração internacional, migração regional, posse de bens de consumo, estado civil dos brasileiros, deslocamento para a escola e horas despendidas no trabalho, entre outros temas relevantes.

Para agravar as acusações de ingerência política no trabalho técnico, uma mobilização de parentes e entidades ligadas a pessoas com autismo ganhou o apoio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e convenceu o presidente Jair Bolsonaro a sancionar sem vetos a Lei 13.861/2019, que determina a inclusão da coleta de dados sobre autismo no Censo 2020. E o IBGE informou que incluiria no questionário completo do Censo 2020 “uma ou mais perguntas sobre autismo” para cumprir a nova lei, dentro do bloco de perguntas sobre pessoas com deficiência. 

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