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IBGE revisa produção industrial de 2003 de +0,3% para -0,1%

O IBGE revisou a variação da produção industrial em 2003, na comparação com o ano anterior, de 0,3% divulgado anteriormente, para -0,1%. A revisão foi motivada pela mudança da metodologia nos cálculos da pesquisa, que levou a novas contas na série histórica a partir do início de 2002. O IBGE divulgou, também hoje, os números da produção industrial em fevereiro, o primeiro levantamento com a nova metodologia.O coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales, explicou que a revisão para baixo ocorreu pela mudança dos pesos dos segmentos no cálculo da pesquisa, com aumento dos bens de consumo e redução de bens de capital e intermediários. As modificações de peso da pesquisa antiga para a nova foram as seguintes: bens de capital (8,5% para 7,1%); bens intermediários (64,7% para 57,7%); bens de consumo (26,8% para 35,2%); bens de consumo duráveis (5,4% para 6,9%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (21,4% para 28,3%). Para Sales, a revisão dos dados fechados da produção de 2003 apenas "confirmam que a produção industrial ficou estagnada no acumulado do ano passado, não houve mudança significativa". Houve revisão também nos dados fechados da produção industrial de 2002 ante 2001, neste caso para cima, de 2,5% para 2,7%. Recuperação industrial perde fôlego A recuperação da produção industrial do País perdeu fôlego no início de 2004 em relação ao final do ano passado, segundo avalia o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales. Segundo ele, os dados da pesquisa de fevereiro, divulgados hoje, mostram que no início deste ano a indústria não sustentou os patamares de produção do final de 2003, o que não havia sido revelado de forma clara na pesquisa de janeiro. "O processo de recuperação da indústria está perdendo fôlego em relação ao final do ano passado", disse. Segundo ele, isso pode estar ocorrendo por causa de "uma alteração desfavorável no cenário geral do País", especialmente em conseqüência de lentidão maior do que a esperada na redução dos juros."Fevereiro foi um mês de baixa atividade. Os segmentos que cresceram muito no final do ano passado, como bens de consumo duráveis e bens de capital, começam a mostrar perda de ritmo, mas não se sabe ainda se essa é uma tendência ou reflete um ajuste de estoques", afirmou Sales. Segundo ele, o IBGE checou a possibilidade de efeito da mudança de metodologia na pesquisa na queda de 1,8% na produção industrial em fevereiro ante janeiro, mas "a queda foi espalhada e não se relaciona com as modificações na pesquisa". O crescimento de 1,8% em fevereiro ante igual mês do ano passado, segundo Sales, "era de se esperar, já que o cenário do início de 2003 não era favorável".

Agencia Estado,

08 de abril de 2004 | 12h22

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