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IBGE: salário em serviços teve alta real de 9,3% em 2007

O setor de serviços registrou um crescimento real (descontada a inflação) de 9,3% dos salários, retiradas e outras remunerações em 2007, na comparação com 2006, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2007, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não se trata de salário médio, mas do conjunto de remunerações, incluindo comissões e outras rendas.

ADRIANA CHIARINI E CLARICE SPITZ, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 12h56

Na comparação com 2006, os maiores aumentos reais do total de remunerações no setor de serviços vieram do grupo "Outras atividades de serviços", com 28,6%, principalmente da parte de serviços financeiros de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários pela alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Também houve aumento expressivo nas atividades imobiliárias e de aluguel de bens (18,6%), nos serviços de informação (10,3%) e nos serviços prestados às famílias (9,8%).

A PAS abrange só uma parte do setor de serviços que aparece como componente do PIB. Enquanto na pesquisa de Contas Nacionais, o setor de serviços representava 65,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, os setores contemplados pela PAS representavam apenas 13,3% do PIB no mesmo ano.

Salário médio

O salário médio mensal dos trabalhadores do setor de serviços registrou ganho real de 1,5% em 2007 em relação a 2006, revelou a PAS. Na comparação com 2003, o ganho salarial real foi de 6,3%, informou a gerente de Análise de Dados da Coordenação de Serviço e Comércio do IBGE, Juliana Vasconcellos.

Ela explicou que é tradicional no IBGE fazer as comparações salariais com base no salário mínimo, o que, no caso da PAS, resulta em queda nas duas comparações. No entanto, não há um recuo das remunerações em valor real. "O salário mínimo está crescendo mais que as demais remunerações", disse Juliana. Ela comentou que 2007 "foi um ano muito bom para a economia".

Juliana ressaltou que os segmentos que tradicionalmente pagam mais, como telecomunicações e o setor aéreo, apresentaram as maiores quedas proporcionais. Isso porque são segmentos em que a remuneração não está atrelada aos reajustes do salário mínimo. A PAS de 2007 tem como foco a evolução de empregos e salários no setor.

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