IBGE: taxa de desemprego deve seguir em queda

O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, disse que a tendência é que a taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do País caia até o final deste ano, respondendo ao movimento sazonal que costuma ocorrer no quarto trimestre. O IBGE divulgou hoje um recuo da taxa de desemprego para 9% em setembro - a menor para o mês desde o início da série, em 2002, e a menor taxa mensal apurada desde dezembro do ano passado -, ante 9,5% em agosto. Para Azeredo, a taxa média do ano de 2007 deverá ser inferior à observada na média do ano passado (10%) e, possivelmente, a menor taxa anual da nova série da pesquisa.Azeredo mostrou taxas médias de desemprego para o período de janeiro a setembro de todos os anos da série, comprovando que este ano a situação é mais favorável. Nos nove primeiros meses de 2003, a taxa foi de 12,4%, passando para 11,9% no mesmo período em 2004. Em 2005, foi de 10% e em 2006, subiu para 10,2%, sempre levando em conta a média de nove meses. Em 2007, a média foi de 9,7%. "Isso indica que vamos fechar o ano com a menor taxa anual da série", disse. Não há taxa média para 2002 porque, naquele ano, houve problema com dados de algumas regiões no primeiro trimestre."O cenário econômico está propiciando essas notícias boas no mercado de trabalho, com aumento de ocupação e de renda e queda na taxa de desemprego", afirmou Azeredo. Segundo ele, há um conjunto de fatores positivos para o emprego, como a queda dos juros, que influencia positivamente a expectativa dos investidores. "O mercado de trabalho está mostrando uma resposta mais favorável neste segundo semestre", disse.Ocupação recordeO nível de ocupação (porcentual de pessoas acima de 10 anos que estão trabalhando) chegou, na média de janeiro a setembro deste ano, ao maior nível da nova série da pesquisa mensal de emprego do IBGE. Na média de nove meses de 2007, o nível de ocupação foi de 51,3% (ou seja, 51,3% das pessoas acima de 10 anos estavam ocupadas), superior aos mesmos períodos de 2006 (51%); 2005 (50,9%); 2004 (50,3%) e 2003 (49,9%). "Tudo indica que fecharemos 2007 com um nível de ocupação maior do que os anos anteriores", disse Azeredo.De um mês para o outro, foram abertas 201 mil novas vagas nas seis principais regiões metropolitanas do País, enquanto o número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) decresceu em 120 mil pessoas. "Isso mostra que a economia está propiciando que o mercado de trabalho absorva a demanda", afirmou.RendaA estabilidade no rendimento médio real dos ocupados em setembro, na comparação com agosto, é conseqüência da pequena alta que ocorreu na inflação, segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo. A renda média real apurada na pesquisa é deflacionada pelo INPC médio das seis regiões pesquisadas. Com a pressão dos alimentos sobre a inflação, o INPC, no qual esses produtos têm maior peso, tem apresentado taxas acima do IPCA.Apesar da pequena variação de 0,3% na renda ante mês anterior - considerada como estabilidade pelo IBGE -, Azeredo destacou que a tendência é de continuidade da recuperação do rendimento, como resultado da maior formalidade do mercado de trabalho e do maior número de contratações em segmentos que pagam maiores salários, como serviços prestados às empresas. Na comparação com setembro do ano passado, a renda média real aumentou 2,5%.Ainda segundo Azeredo, o rendimento médio real apurado na média de janeiro a setembro de 2007 (R$ 1.123,66) é o maior da nova série da pesquisa, superando os anos anteriores desde 2003, inclusive o ano passado (quando a média foi de R$ 1.084,22). Para 2002, primeiro ano da nova série, não há esse cálculo por problemas na contabilidade de dados de algumas regiões no primeiro trimestre.

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