IBGE: taxa estável de março foi 'uma surpresa'

O gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE, Cimar Azeredo, disse hoje que a "estabilidade" na taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas em março foi "uma surpresa". Segundo ele, a taxa estável nessa época do ano mostra uma tendência de evolução no mercado de trabalho, ou seja, que "está entrando gente no mercado e o cenário econômico está favorecendo as contratações". Azeredo afirmou que nessa época do ano seria natural uma nova elevação da taxa, como havia ocorrido em fevereiro, um comportamento tradicional na série histórica. Habitualmente, a taxa aumenta entre janeiro e maio e começa a ficar estável ou cair no final do primeiro semestre.Hoje, o IBGE anunciou que a taxa de desemprego ficou em 8,6% em março, a menor para um mês de março da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002. Em fevereiro deste ano, a taxa havia sido de 8,7%. Segundo Azeredo, "é de se esperar também que tenhamos o menor abril da série, a não ser que alguma coisa saia muito errado".InflexãoEle disse também que não é possível afirmar que o resultado de março aponta para uma inflexão em breve, para baixo, na taxa de desemprego. No entanto, admitiu que "mantido o cenário, é bem possível que tenhamos um ponto de inflexão na taxa de desocupação antes do período esperado, que é a partir de maio ou junho". Segundo ele, "se tudo continuar como está, se houver contratações e o cenário econômico continuar favorecendo o aumento da ocupação, poderemos ter um ponto de inflexão antes do previsto".A "pequena inflexão" na taxa de desemprego em março (8,6%) em relação a fevereiro (8,7%) ocorreu porque houve aumento no número de contratações, enquanto caiu o número de desocupados, observou o gerente da pesquisa mensal de emprego do IBGE. "O número de postos de trabalho está aumentando e isso leva ao recuo na taxa", disse.Em março, na comparação com o mês anterior, o número de ocupados aumentou 0,6%, enquanto o número de desocupados caiu 0,8%.

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