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IBGE: taxa média de desemprego é a menor da história

A taxa média de desemprego no País apurada de janeiro a outubro de 2007 foi de 9,6%, a menor desde o início da série histórica do IBGE, destacou o o gerente da pesquisa mensal de emprego, Cimar Azeredo. No ano passado, a taxa média nesse período havia sido de 10,2%."Tudo indica que em 2007 teremos uma taxa de desemprego de um dígito (abaixo de 10%), já que as taxas de novembro e dezembro devem ser menores do que a de outubro", disse. Para Azeredo, o mercado de trabalho está evoluindo de forma bastante favorável, como efeito da maior disposição dos investidores em contratar, em cenário de taxas de juros menores e estabilidade econômica.O gerente avalia que os dados do mercado de trabalho em outubro e as perspectivas para os dados fechados deste ano mostram que em 2007 a evolução da economia foi tão boa que refletiu de forma visível no mercado de trabalho.Carteira assinadaDos 639 mil novos postos de trabalho gerados em outubro nas seis principais regiões metropolitanas do País, comparativamente a outubro do ano passado, 584 mil foram com carteira assinada. O aumento do emprego formal prosseguiu forte no mês, com expansão de 6,8% ante outubro de 2006 e de 0,7% na comparação com setembro.O gerente da pesquisa do IBGE disse que o aumento do emprego com carteira reflete o crescimento da fiscalização, mas também o cenário econômico favorável, que estimula a contratação de funcionários com carteira assinada. Além disso, a geração de vagas está ocorrendo sobretudo em segmentos mais formalizados, como serviços prestados às empresas.O número de empregados sem carteira caiu 4% em outubro ante igual mês do ano passado, mas aumentou 0,5% ante setembro. Os ocupados por conta própria, também considerados informais pelo IBGE, aumentaram 2,5% ante outubro de 2006 e ficaram estáveis (-0,1%) ante o mês anterior.SetoresO aumento de 6,8% no número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas do País em outubro, ante igual mês do ano passado, foi puxado pelas atividades de serviços prestados às empresas (6,5%), educação, saúde e administração pública (5,5%) e outros serviços (alimentação, alojamento, telecomunicações, entre outros, com aumento de 3,4%). A indústria registrou variação de 0,9% nessa base de comparação, considerada como estabilidade pelo gerente da pesquisa do IBGE.Ante setembro, a expansão de 0,2% na população ocupada foi puxada especialmente por outros serviços (1,9%), comércio (1,2%) e indústria (1,5%).

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