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IBGE: vendas no varejo foram as piores desde 2003

A alta de 4,4% nas vendas do varejo no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, foi o pior resultado registrado desde o segundo semestre de 2003, quando as vendas caíram 1,9%, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

ADRIANA CHIARINI E CLARICE SPITZ, Agencia Estado

13 de agosto de 2009 | 10h25

Na comparação entre primeiros semestres, o de 2009 também foi o pior desde 2003, quando houve queda de 5,6%. A variação do primeiro semestre deste ano ficou muito próxima a registrada no primeiro semestre de 2005, quando a alta foi de 4,6%.

De acordo com o IBGE, o segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o destaque do mês de junho, que fechou o semestre. Ele apresentou alta de 0,9% nas vendas, na comparação com maio. Em relação a igual mês de 2008, a expansão de vendas no segmento foi de 8,2%, a maior contribuição para o crescimento das vendas no varejo registradas pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de junho do IBGE.

O setor respondeu, sozinho, por 68% da alta de 5,6% apurada nas vendas do comércio varejista na comparação com junho do ano passado. Esse setor do varejo, que tem maior peso na PMC, acumula, no ano, alta de 6,8%. Nos 12 meses encerrados em junho, o aumento acumulado é de 6,0%.

Varejo ampliado

As vendas do comércio varejista ampliado (incluindo veículos, motos e materiais de construção) subiram 6,5% em junho em relação a maio, informou o IBGE. Em relação a junho do ano passado, elas aumentaram 10,2%. No primeiro semestre, o varejo ampliado acumulou alta de 3,9% em comparação com o mesmo período do ano passado e de 5,0% nos 12 meses encerrados em junho.

Em relação ao mês anterior, houve alta de 11,1% em veículos e motos, partes e peças, além de queda de 1,9% em material de construção. Na comparação com junho do ano passado, as vendas de veículos e motos aumentaram 20,8%, enquanto as de material de construção caíram 7,8%.

"Há uma percepção nossa de que as atividades que dependem de crédito começam a melhorar, em que pese que haja incentivo do governo com redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Mesmo com a redução de IPI, precisa de crédito", disse o coordenador de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Silva Pereira.

Ele observou que se baseia não só na pesquisa do comércio do IBGE, mas também em informações da Serasa, empresa especializada em análise de crédito, e do Banco Central. Segundo ele, móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 3,3% em junho na comparação com maio, embora ainda tenham tido queda de 1% na comparação com junho do ano passado. As vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação cresceram 15,6% em junho ante maio. Em relação a junho de 2008, a alta foi de 22,3%.

No caso de material de construção, Pereira minimizou a queda de 1,9% em junho em relação a maio. Para ele, pode ter havido um efeito estatístico de compensação referente a outros meses. Na comparação com igual mês do ano passado, porém, "houve queda mesmo, mas (a queda) está diminuindo com os incentivos do governo". Em maio em relação a igual mês do ano passado, a queda tinha sido maior, de 8,3%.

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