Ibmec: 26 fundos de ações com nota A

O rating elaborado pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) em setembro, em parceria com a Agência Estado, mostra que 69 fundos de ações receberam a nota máxima A, do total de 277 analisados. O professor do Ibmec, Antônio Zoratto Sanvicente, analisou os fundos que possuíam patrimônio líqüido superior a R$ 1 milhão em 29 de setembro, com base em uma média móvel de 24 meses. No período relativo ao mês de agosto, 59 fundos receberam o conceito máximo, para 273 fundos acompanhados.Do total de fundos que mereceram a nota máxima em setembro, a partir de uma análise de rentabilidade e risco, 26 foram promovidos. Entre as carteiras que tiveram uma melhora no conceito, seis são provenientes da nota C e as demais da nota B em agosto. Os fundos que saíram de C para A foram: ABC Roma, BBM High Yield 1, IP Participações, Itaú Private Ações I FicFia, Santa Fé Aquarius e Tática Strategy CL. O gestor de renda variável do Chase Manhattan, Eduardo Favrin, que teve o fundo Chase Investor promovido de B para A, acredita que a melhora no desempenho da carteira em setembro deve-se às ações de Petrobras, AmBev e Telemar, que tiveram uma performance melhor do que a do mercado.O ABC Roma apostou em Sabesp, Petrobras e Companhia Vale do Rio Doce, contou o gestor da ABC Brasil, Wagner Serrani. Ele comentou que a carteira do fundo acompanha a composição do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas posiciona os recursos de acordo com as perspectivas provenientes de uma análise sobre a tendência do papel. O fundo ABC Roma possui um patrimônio líqüido de R$ 1,3 milhão e teve seu conceito elevado da nota C para A no período relativo ao mês de setembro. Analistas: Bovespa continuará refletindo o mercado externoSobre as perspectivas para o mercado de capitais brasileiro, os especialistas são unânimes em afirmar que a Bovespa continuará refletindo o mercado externo. Serrani, do ABC Brasil, afirmou que o mercado está ávido para investir, mas disse que enquanto não houver tranqüilidade no cenário externo não haverá melhora na Bolsa.O gestor do Chase, Eduardo Favrin, ressaltou a instabilidade na Argentina como um fator negativo para o Brasil, devido à relação de risco que é feita pelos investidores quanto aos países emergentes. Os especialistas afirmaram que o mercado continuará tomando posições defensivas enquanto a situação não tiver perspectiva de melhora.Serrani argumentou que o mercado precisa de novos compradores que se interessem pela aplicação em ações. Segundo ele, os investidores nacionais já alocaram os recursos planejados em ações e não há mais muito espaço para crescimento do montante destinado à renda variável. Favrin apontou o investimento em Petrobras como uma opção de investimento preventivo em relação à pressão da alta do petróleo.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2000 | 14h18

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