Ibmec-RJ acredita em trégua na queda dos juros

A queda nas taxas de juros para o consumidor vai apresentar uma "trégua" a partir de agora, segundo avalia o economista Carlos Tadeu de Freitas, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) no Rio. Ele avalia que o mercado ficará mais cauteloso diante a possibilidade, mesmo que remota, da manutenção ou aumento da Selic nas próximas reuniões do Copom. A avaliação do economista é que essa "trégua" vai durar até abril, ainda que as taxas para o consumidor estejam "altíssimas" neste momento. Ele afirma ainda que a decisão tomada ontem pelo Copom, de estabilidade da Selic, foi correta. O argumento é que a economia tem dado sinais de crescimento mais rápido do que era esperado e, caso seja mantido esse ritmo, poderão ocorrer aumentos de preços nos próximos seis meses. Sua avaliação é que a Selic será reduzida gradualmente no decorrer do ano e chegará a 13% ou 14% no final de 2001, desde que a desaceleração da economia dos Estados Unidos não se agrave ou os sinais de aquecimento econômico no Brasil não fiquem mais fortes.

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