Ibmec vê corte da Selic como sinal de elevação da meta de inflação

O corte de 0,5 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia, decidida hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom), terá um "efeito cosmético", segundo avalia o ex-diretor de política monetária do Banco Central (BC) e economista do Ibmec, Carlos Thadeu de Freitas. Para ele, a queda foi uma maneira de o BC mostrar que "não está insensível às pressões da sociedade, já que o setor produtivo está entrando em pré-recessão". O economista avalia que a pequena redução pode ser interpretada também como sinal de intenção de elevação, em breve, da meta de 8,5% definida para a inflação ? tomando por base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ? deste ano. "Enquanto a meta, que já é inalcançável, não for revista, não há como ocorrer uma queda mais intensa nos juros", disse. Para Thadeu de Freitas, a queda definida hoje "só ajuda a dívida pública a subir um pouco menos" e não tem "influência nenhuma do ponto de vista da política monetária".

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