Ibovespa aproveita confiança externa com Grécia e sobe

O otimismo do mercado internacional com a perspectiva de uma solução para a crise da dívida na Grécia elevou as ações no Brasil nesta segunda-feira, em mais uma sessão com volume abaixo da média no ano.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

27 de junho de 2011 | 18h05

O Ibovespa teve alta de 0,33 por cento, a 61.216 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 4,8 bilhões de reais, ante média de 6,5 bilhões de reais em 2011. Neste mês, o volume só superou a média do ano em duas oportunidades, quando houve exercício de opções sobre índice e sobre ações.

O Parlamento grego deve votar nesta semana as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais para a continuidade da ajuda. Enquanto isso, governos e setor privado costuram alternativas para uma rolagem da dívida grega.

A França chegou a um acordo preliminar, por exemplo, nos quais os bancos do país reinvestiriam a maior parte do dinheiro resgatado dos atuais títulos gregos em papéis de prazo mais longo, de 30 anos, e com risco mais reduzido.

A perspectiva de uma solução coordenada, que evite um calote dentro da zona do euro, impulsionou as bolsas dos Estados Unidos para uma alta de cerca de 1 por cento.

Também ajudou, segundo operadores no exterior, a decisão do órgão executivo do Comitê da Basileia de exigir até 2,5 por cento de capital extra aos maiores bancos do mundo para diminuir os riscos de uma crise sistêmica. A previsão era de uma exigência maior, de 3 por cento.

Entre as ações de maior liquidez, Vale PNA caiu 0,14 por cento, a 44,04 reais, e Petrobras PN teve alta de 0,92 por cento, a 23,08 reais.

As ações da empresa de concessões CCR, que tiveram preço-alvo elevado pelo Barclays de 49 para 53 reais, fecharam em alta de 0,68 por cento, a 47,17 reais.

"Nós vemos fatores claros de alta para a ação no segundo semestre: rebalanceamento de contratos, dividendos, estratégia de geração de valores na STP (que administra os meios eletrônicos de pagamento Sem Parar e Via Fácil), revisão de lucros, e oportunidades em potencial no mercado secundário", enumeraram Daniel Spilberg, Guilherme Vilazante e Murilo Freiberger, do Barclays, em relatório.

Fora do índice, os recibos de ações da Laep despencaram 17 por cento, a 1,22 real.

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