Richard Drew/AP
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Ibovespa avança com cenário externo favorável; dólar perde força

Além dos bons resultados no exterior, contribuiu para o clima positivo no mercado a manutenção da economia prevista com a reforma da Previdência; IPCA de julho mostra que inflação segue contida, reforçando quadro de juros baixos

O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 13h30

A conclusão da votação da reforma da Previdência na Câmara abre espaço para um alívio no mercado brasileiro nesta quinta-feira, 8, mas o que mais impulsiona os ativos é o cenário externo. A despeito de os investidores continuarem preocupados com os efeitos da tensão comercial entre Estados Unidos e China, os mercados têm um refresco após Pequim informar crescimento em suas exportações e de novas quedas de juro no mundo.

Apesar de a aprovação da reforma já ter sido antecipada pelo mercado, a rápida aprovação em segundo turno na Câmara, com rejeição dos destaques e manutenção da economia prevista de R$ 933,5 bilhões, em dez anos, interfere no clima positivo.

Nesta quinta-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que o quadro inflacionário segue contido, reforçando o cenário de juro baixo este ano. Apesar de ter acelerado em julho (0,10%) ante junho (0,01%), foi a menor taxa para o mês desde 2014, enquanto o dado acumulado em 12 meses, de 3,22%, ficou no menor nível desde maio do ano passado. 

Ibovespa acompanha exterior

As Bolsas sobem ao redor do mundo e o Ibovespa acompanha, novamente acima dos 103 mil pontos e, no melhor momento da manhã, quase tocando nos 104 mil pontos.

A valorização reflete, segundo analistas, principalmente a melhora de humor no exterior, onde as Bolsas de Nova York e as da Europa avançam. O petróleo sobe acima de 3% nos EUA e de 2%, em Londres. O minério de ferro fechou com alta menos expressiva, de 0,87%, no porto de Qingdao, na China.

O índice que mede as ações do setor de consumo na B3, a Bolsa de São Paulo, tinha alta de 0,40% às 12h32. No entanto, a maior valorização é do indicador do segmento de produtos metálicos (1,51%), seguido pelo setor financeiro (0,88%). Banco do Brasil ON estava na lista das maiores elevações (3,15%), após a instituição informar crescimento em seu lucro no segundo trimestre.

Usiminas PNA tinha alta de quase 5%, enquanto Vale ON avançava 1,44%. Petrobrás subia acima de 1,5%. Em contrapartida, Raia Drogasil cedia 2,66%, liderando as baixas, depois do aumento da véspera quando informou balanço. 

No começo da tarde Ambev tinha queda de 1,84%, após o Itaú BBA rebaixar a recomendação da ação. Reportagem do Estado afirma que o ex-ministro Antonio Palocci implicou a empresa em seu acordo de delação premiada.

No mesmo horário, o Ibovespa tinha valorização de 0,84%, aos 103.647,46 pontos, com volume negociado em R$ 7,390 bilhões. Na mínima, o índice ficou em 102.782,37 pontos e, na máxima, 103.994,55 pontos.

 

 

 

Dólar perde força

O dólar, por sua vez, perde força ante parte das moedas emergentes, incluindo o real, com desvalorização perto de 1%. Assim, a divisa dos EUA, depois de acumular ganhos 5,35% em sete das últimas oito sessões e se aproximar de R$ 4, chegou à casa dos R$ 3,93. Às 13h era cotado a R$ 3,9360, com queda de 0,96%. 

Cenário externo

As tensões nos mercados internacionais foram reduzidas com a alta inesperada de 3,3% das exportações chinesas em julho e após o Banco do Povo da China orientar uma nova depreciação do yuan contra o dólar, mas ainda mantendo a moeda mais forte do que esperado, embora a taxa seja a mais fraca desde 2008. 

Em Nova York, por volta de 12h20, o Dow Jones subia 0,84%, o S&P 500 avançava 1,24% e o Nasdaq tinha alta de 1,57%, com destaque para a recuperação das ações de bancos: Citi subia 1,98%, JPMorgan avançava 1,24% e Bank of America (BofA), 1,72%.

Na Europa, as Bolsas mantiveram os bons resultados da manhã: Londres teve alta de 1,21%, Frankfurt, 1,68% e Paris, 2,31%. / Monique Heemann,  Maria Regina Silva e  Silvana Rocha

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