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Ibovespa cai ao menor nível desde julho de 2010

A volatilidade continuou na bolsa brasileira nesta quinta-feira, com o principal índice caindo ao menor nível em mais de 10 meses após ter subido mais de 1 por cento no começo do pregão.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

19 de maio de 2011 | 17h41

O Ibovespa terminou em baixa de 0,75 por cento, a 62.367 pontos. É o menor patamar de fechamento desde 16 de julho. O giro financeiro do pregão foi de 5,31 bilhões de reais, abaixo da média de 6,7 bilhões de reais em 2011.

A queda ocorreu em descompasso com as bolsas dos Estados Unidos. Os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500, embora também tenham mostrado instabilidade após dados econômicos divergentes, fecharam em leve alta.

"É o terceiro dia descolado lá de fora. Isso tem a ver com a aversão a risco", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ativa, levantando a questão das medidas do governo sobre inflação e câmbio como um dos motivos que têm afetado o mercado ao longo desse ano. Em 2011, o Ibovespa já caiu 10 por cento.

A alta do começo da manhã e também a de terça-feira --que superou 1 por cento-- foram vistas como um movimento técnico em que os investidores aproveitavam as quedas recentes para compras de oportunidade. No fim, porém, ela se sustentou praticamente apenas em ações consideradas defensivas, como Sabesp, com alta de 2,41 por cento, a 48,50 reais, e Light com ganho de 1,61 por cento, a 27,79 reais.

OGX Petróleo, que chegou a subir 3,5 por cento pela manhã após a notícia de uma emissão de 2 bilhões de dólares em títulos, terminou com queda de 1,81 por cento, a 14,63 reais.

A Vale foi uma das poucas empresas ligadas a commodities que escapou da maré de baixa. A ação PNA da empresa subiu 1,52 por cento, a 43,46 reais, após o Goldman Sachs publicar relatório em que recomenda a compra dos papéis por causa do desconto "incomum" ante a concorrência global.

"O recente desempenho abaixo dos pares de mercado e o comportamento mais forte que o esperado do preço do minério de ferro criam uma oportunidade incomum de compra das ações da Vale", escreveram os analistas Marcelo Aguiar, Pedro Grimaldi e Diogo Mura, do Goldman.

A maior baixa do índice coube às ações da construtora MRV, com perda de 5,77 por cento, a 13,40 reais.

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