Ibovespa cai mais de 1% com ajuste em Wall Street

A realização de lucros no mercado internacional contaminou a bolsa brasileira, cujo principal índice caiu mais de 1 por cento.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

19 de janeiro de 2011 | 18h41

O Ibovespa fechou em queda de 1,21 por cento, para 70.058 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,92 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 recuavam 0,2 e 1,1 por cento a menos de uma hora do fechamento. O mercado norte-americano, que vem em trajetória consistente de alta desde o início de setembro, devolveu parte dos ganhos recentes após a queda dos lucros do banco de investimento do Goldman Sachs.

"O S&P 500 estava muito esticado, desde o ano passado, e o balanço do Goldman Sachs atrapalhou o mercado", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros, que destacou ainda a expectativa pela reunião do Copom e pela divulgação de vários dados sobre a economia chinesa.

Na madrugada de quarta para quinta-feira devem ser publicados índices sobre inflação, vendas no varejo, produção industrial e crescimento econômico na China. O país tem adotado medidas para restringir o aumento dos preços, o que representa um risco para os preços das matérias-primas.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária deve anunciar um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros. Alguns analistas, porém, não descartam uma alta de maior intensidade, que poderia ter repercussão maior sobre as ações.

As ações preferenciais da Vale tiveram o maior volume do pregão, com queda de 1,37 por cento, a 52,68 reais. A ação, recomendada por muitos analistas por causa da previsão de aumento do preço do minério de ferro, já acumulava valorização de mais de 10 por cento no ano.

Petrobras PN também perdeu terreno, com queda de 1,52 por cento, a 27,30 reais. Com o terceiro maior volume, a ação do Itaú recuou 1,09 por cento, a 38,13 reais.

A maior queda do índice ficou para as units do Santander Brasil, com variação de 3,97 por cento, a 21,31 reais. No lado positivo, a administradora de cartões Redecard teve alta de 2,4 por cento, a 20,48 reais.

Fora do índice, a ação da Minerva subiu 3,48 por cento, a 7,13 reais, depois da compra de um frigorífico no Uruguai por 65 milhões de dólares.

(Reportagem de Silvio Cascione)

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