Ibovespa descola de EUA e commodities e tem novo pico no ano

Ganhos vigorosos dos setores elétrico e siderúrgico protegeram a bolsa paulista da influência dos mercados globais, onde prevaleceu a realização de lucro após indicadores dos Estados Unidos.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

02 de dezembro de 2009 | 19h08

Com isso, mesmo diante do desempenho fraco das blue chips Petrobras e Vale, o Ibovespa subiu 0,3 por cento nesta quarta-feira, para 68.614 pontos --máxima de fechamento desde 9 de junho de 2008.

O giro financeiro da sessão foi de 6,78 bilhões de reais.

"Os dados do dia não mexeram muito com os mercados; aqui o fluxo positivo acabou prevalecendo", disse Fernando Barbará, diretor de renda variável da Capital Investimentos.

Nos EUA, um relatório mostrou que o setor privado do país cortou 169 mil empregos em novembro, abaixo dos 195 mil cortes de outubro.

No final da tarde, o Livro Bege do Federal Reserve, sumário sobre as condições econômicas do país, apontou uma recuperação modesta nas últimas semanas. No entanto, os principais índices acionários de Wall Street exibiam desempenho desencontrado no final da tarde. A menos de meia hora do fechamento, o Dow Jones caía 0,3 por cento, enquanto o Nasdaq avançava 0,25 por cento.

Esse comportamento errático também deu o tom aos mercados de matérias-primas, com petróleo em baixa e uma dispersão no segmento de metais. O índice Reuters-Jefferies de commodities declinava 0,9 por cento.

Esse pano de fundo pesou sobre as blue chips domésticas. O papel preferencial da Petrobras caiu 0,96 por cento, a 39,41 reais, enquanto o da Vale perdeu 0,9 por cento, para 42,51 reais.

DESTAQUES DE ALTA

Na mão contrária, o setor elétrico foi o que mais defendeu o Ibovespa. O papel preferencial da Eletrobrás deu um salto de 8,55 por cento, a 28,45 reais.

A Itaú Corretora divulgou relatório considerando que uma medida provisória aprovada recentemente --sobre as operações da companhia em regiões não conectadas à malha de transmissão-- deve gerar um ganho de 2,6 bilhões de reais no Ebitda da Eletrobrás em 2010.

Na mesma direção, Cosan ganhou 5,5 por cento, a 22,05 reais, depois de o site iG ter divulgado que a companhia fechou a compra da rede de postos de combustível Petrosul. Procurada pela Reuters, a assessoria de comunicação da Cosan classificou a nota como "boato de mercado".

Braskem fechou o dia valorizada em 4,5 por cento, a 12,37 reais, após a Itaú Corretora ter elevado a avaliação de preço-justo das ações da companhia para 15,10 reais em dezembro de 2010, com potencial de alta de 27,5 por cento em relação ao fechamento de 1o de dezembro.

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.