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Ibovespa dispara 3,72% após acordo na zona do euro

A bolsa de valores de São Paulo registrou forte alta nesta quinta-feira, influenciada pelo anúncio de um acordo para debelar a crise da dívida na zona do euro.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

27 de outubro de 2011 | 18h51

O Ibovespa subiu 3,72 por cento, a 59.270 pontos, no maior nível de fechamento desde 26 de julho. O giro financeiro do pregão foi de 10,1 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 2,86 por cento e o Standard & Poor's ganhou 3,43 por cento.

Pelo acordo europeu, o setor privado concordou em aceitar voluntariamente uma redução nominal de 50 por cento em seus investimentos em bônus, para reduzir a dívida grega. Os líderes locais também concordaram em aumentar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), que atualmente vale 440 bilhões de euros.

"Maior poder para o fundo é importante e a recapitalização de bancos traz mais confiança. O passo foi dado na direção certa, mas ainda tem outros passos a serem dados", afirmou o analista William Alves, da XP Investimentos.

Ele avaliou que a crise europeia era o principal fator de pressão sobre a bolsa brasileira.

"Há espaço para continuar com algumas valorizações em bolsa, dado que estava reprimido por Europa, mas ainda há receios no horizonte", disse.

Alves destacou a migração de investidores das ações mais defensivas para as de maior risco. Com isso, empresa que pagam altos dividendos como Telefônica recuou 3,04 por cento. Já MMX disparou 11,05 por cento. Ainda assim, no ano, o papel da empresa de Eike Batista acumula perdas de cerca de 30 por cento.

Os bancos também foram destaque de alta, na esteira de seus pares europeus, influenciados pela recapitalização de 106 bilhões de euros dos bancos europeus prevista no acordo.

Santander subiu 5,67 por cento, após o banco anunciar os resultados trimestrais. Itaú Unibanco ganhou 3,1 por cento, Bradesco valorizou 3,15 por cento, e Banco do Brasil avançou 5,1 por cento.

Com o otimismo desta quinta, outras notícias ficaram em segundo plano, como o resultado da Vale, que apesar de ter sido considerado ruim pelo mercado, não impediu uma alta da ação, que subiu 2,36 por cento, a 41,69 reais.

A Vale lucrou 7,89 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 25 por cento em relação ao mesmo período de 2010, devido à variação cambial.

(Edição de Aluísio Alves)

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