Ibovespa fecha em leve baixa por EUA; Eletrobrás dispara

O pessimismo de Wall Street com o plano do governo dos EUA de limitar os riscos de bancos pesou na Bovespa pela terceira sessão, movimento amortecido em parte com a disparada da Eletrobrás.

ALUÍSIO ALVES,

26 Janeiro 2010 | 16h13

No final de uma sessão volátil, o Ibovespa marcou baixa de 0,08 por cento, aos 66.220 pontos. O giro financeiro da sessão totalizou 7,02 bilhões de reais.

A despeito da leve queda, profissionais do mercado viram o fechamento com algum alívio já que, após duas sessões seguidas de pesadas perdas, o Ibovespa ameaçava romper suportes que acionariam ordens de venda para limitar perdas, o que levaria o índice à casa dos 60 mil pontos.

"No final, até que não foi tão ruim, especialmente considerando o dia no exterior", disse André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos. No fechamento da bolsa paulista, os principais índices de Wall Street caíam mais de 1,5 por cento.

O temor dos investidores é que regras muito rígidas nos EUA forcem grandes instituições financeiras a se desfazer de investimentos de risco, como ativos de mercados emergentes.

Com isso, os estrangeiros, maiores patrocinadores da escalada de mais de 80 por cento do Ibovespa em 2009, estariam preventivamente vendendo ações para realizar lucros, explica Querne.

Nesta sexta-feira, o efeito dessa pressão vendedora teve contrapartida de algumas empresas domésticas, num dia de denso noticiário corporativo doméstico.

A principal delas foi Eletrobrás, cuja ação preferencial deu um salto de 11,1 por cento, a 35,19 reais, depois de a companhia anunciar um plano de pagamento de 10,3 bilhões de reais em dividendos que estavam retidos há mais de 30 anos. O papel ordinário da elétrica estatal ganhou 10 por cento, a 42 reais.

Outro suporte importante veio de Petrobras, que subiu 1,2 por cento, a 34,75 reais, mesmo em uma sessão de queda do petróleo.

OGX Petróleo anunciou uma nova descoberta de hidrocarbonetos num de seus blocos na Bacia de Campos e subiu 0,8 por cento, para 17,62 reais.

Já o Bradesco não empolgou o investidor ao anunciar a compra das operações do banco Ibi no México, por valor não revelado, e ficou estável em 31,78 reais.

Braskem teve pior sorte, recuando 2,3 por cento, para 13,61 reais, após a companhia acabar com o suspense de meses, confirmando a compra da Quattor, que deu origem ao oitavo maior grupo petroquímico do mundo.

Diante do vaivém do mercado, alguns investidores preferiram girar carteiras, realizando lucros com papéis que subiram forte recentemente e comprando 'pechinchas'.

Dessa forma, CCR que guardava valorização superior a 8 por cento em 2010, despencou 5,1 por cento, a 41 reais.

Da mesma forma, o papel preferencial da Vale retrocedeu 2,3 por cento, para 43,75 reais. A terceira queda seguida quase zerou a alta que chegou ao pico de 12 por cento em janeiro, em meio a expectativas pelo reajuste dos preços do minério de ferro.

Em relatório liberado pela manhã, o suíço UBS liberou relatório considerando que mesmo um reajuste elevado dos preços do produto terá impacto pequeno na avaliação do preço das ações da companhia.

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