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Ibovespa fecha estável em sessão volátil por economia

Ventos desencontrados da economia global impuseram uma sessão de volatilidade à bolsa paulista, que acabou fechando o dia praticamente estável.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

28 de agosto de 2009 | 18h11

Refletindo a indefinição que marcou Wall Street, o Ibovespa fechou com variação negativa mínima de 0,01 por cento, parando nos 57.700 pontos. O giro financeiro da sessão somou 4,7 bilhões de reais.

No plano macroeconômico, a notícia de que a confiança do consumidor norte-americano caiu em agosto para o menor nível em quatro meses consumiu o otimismo que tomou o mercado, que mais cedo soube que a economia britânica recuou menos que o esperado no segundo trimestre.

Em Wall Street, o tom negativo perdeu força no final do dia, mas não a ponto de impedir o índice Dow Jones de fechar em baixa de 0,38 por cento. Já o Nasdaq, refletindo a reação a dados acima das expectativas de empresas como Dell e Intel, fechou em leve alta de 0,05 por cento.

"Depois de as ações terem subido bastante, os investidores estão um pouco mais cautelosos para seguir comprando", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. "Eles agora querem sinais mais consistentes de recuperação da economia", acrescentou.

Faltando uma sessão para fechar o oitavo mês do ano, o Ibovespa acumula valorização de 53,7 por cento em 2009.

Essa performance da bolsa paulista, suportada pelo forte ingresso de recursos estrangeiros dos últimos meses, agora tende a se estabilizar nos níveis atuais, segundo Rosa.

Assim, a exemplo das primeiras quatro sessões da semana, quando o Ibovespa sempre teve variação diária inferior a 1 por cento, nesta sexta-feira os investidores seguiram fazendo movimentos pontuais de ajuste de carteiras.

Nesse contexto, o saldo foi negativo para as ações de empresas ligadas a commodities. O papel preferencial da Petrobras caiu 0,94 por cento, a 32,55 reais.

Ações de siderúrgicas, construtoras, companhias aéreas e varejistas foram alvos de realização de lucros e também caíram. Em destaque, Rossi Residencial tombou 3 por cento, para 12,37 reais.

Uma exceção foi o papel preferencial da Vale, que subiu 0,75 por cento, a 33,60 reais. A companhia, que confirmou nesta sexta-feira a construção de uma siderúrgica no Espírito Santo para produzir 5 milhões de toneladas de aço por ano, foi alvo de comentários positivos da Bradesco Corretora.

Entre os destaques de ganhos figuraram Cosan, com alta de 4,4 por cento, para 21,40 reais, e Cesp, avançando 4,2 por cento, cotada a 19,89 reais.

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