Renato Cerqueira/Futura Press
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Ibovespa segue otimismo no exterior e crava nova máxima de fechamento

Após uma semana de expectativa com a entrada massiva de recursos com o leilão de campos de petróleo, investidores reavaliaram suas posições

Bárbara Nascimento e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2019 | 11h01
Atualizado 04 de novembro de 2019 | 19h11

O Ibovespa renovou a máxima de fechamento nesta segunda, 4, a 108.621,07 pontos, mesmo tendo desacelerado no final em sessão marcada pelo otimismo internacional com a possibilidade de um acordo comercial entre Estados Unidos e China. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,39%. O volume financeiro da sessão somava 17,2 bilhões de reais. Na máxima do dia, alcançou o recorde de 109.352 pontos, com alta de 1,07%. 

Entre os ganhos mais significativos estiveram as ações da Vale e das siderúrgicas, que, apesar da queda dos preços do minério, avançaram com os sinais de maior entendimento entre EUA e China.

Já as ações da Petrobrás foram fator de instabilidade ao longo do pregão, principalmente no período da tarde. Assim como aconteceu na última sexta-feira, o vaivém das cotações foi influenciado pelas especulações em torno do leilão da cessão onerosa.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, alertou que o megaleilão do pré-sal é um projeto que envolve grandes valores e, por isso, tende a atrair poucos atores, que devem participar em consórcios para dividirem custos e riscos. 

A possibilidade de uma guerra de liminares também gerou instabilidade nas cotações, embora esse evento já fosse esperado. Uma ação popular impetrada na Justiça Federal de São Paulo por associações de petroleiros tenta impedir o leilão. Os autores alegam que as regras da oferta são lesivas ao patrimônio público. 

Dólar

Após sucessivas máximas próximas ao fechamento, o dólar terminou o dia cotado em R$ 4,0112, uma alta de 0,41%. No pico, chegou aos R$ 4,0152; já a mínima atingida pela manhã foi de R$ 3,97. 

Segundo operadores ouvidos pelo Estadão/Broadcast, paralelamente a um movimento de maior resistência da moeda americana ante emergentes, houve internamente uma calibragem nas expectativas com a entrada de recursos com o leilão do excedente da cessão onerosa, marcado para quarta-feira e que, desde a semana passada, tem pressionado para baixo a moeda americana. 

Além disso, pesa sobre o real uma cautela com a divulgação da ata do Copom, na manhã da terça, 4, que deve ajudar os investidores a interpretar melhor os próximos passos da política monetária pelo Banco Central.  / Com informações da Reuters

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