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Ibovespa não sustenta melhora após Fed e recua 0,7%

O principal índice das ações brasileiras fechou em baixa nesta terça-feira, queimando parte da gordura acumulada no mês em uma sessão volátil, por conta da reunião do Federal Reserve.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

21 de setembro de 2010 | 17h47

O Ibovespa caiu 0,69 por cento, a 67.719 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,98 bilhões de reais.

Na véspera, o índice havia terminado acima de 68 mil pontos, no maior patamar em pouco mais de seis semanas. O índice ainda acumula alta de 3,95 por cento em setembro.

Em Nova York, os índices Standard & Poor's 500 e Dow Jones ficaram entre queda de 0,3 e alta de 0,1 por cento, fracassando em sustentar os ganhos após o anúncio do Federal Reserve de que novas medidas de estímulo à economia norte-americana podem ser criadas, caso necessário.

"Aqui acabou caindo mais do que o mercado lá fora. Mas, de certa forma, acompanhou o mercado de lá", disse Cauê Pinheiro, analista da corretora SLW. "O mercado em geral está realizando (lucros). Ele operou volátil."

O gráfico do Ibovespa ao longo do dia mostra que o índice caiu de forma consistente da abertura até pouco antes das 15h, até atingir a mínima de 67.528 pontos. Após o anúncio do Fed, o Ibovespa rapidamente se recuperou, subindo cerca de 550 pontos em meia hora, mas caiu com a mesma velocidade para fechar perto das mínimas da sessão.

Petrobras foi quem mais pesou no Ibovespa, com queda de 2,77 por cento dos papéis preferenciais, a 26,35 reais, e de 3,25 por cento nas ordinárias, a 29,80 reais.

A baixa de 1,8 por cento do petróleo nos Estados Unidos atrapalhou também as ações da OGX, que perderam 1,44 por cento e fecharam a 19,88 reais.

A maior queda percentual do índice coube à Sabesp, com baixa de 3,48 por cento, a 34,62 reais.

Na outra ponta, as ações ordinárias da siderúrgica Usiminas subiram 1,99 por cento, a 49,26 reais. Em relatório, o Deutsche Bank vê a possibilidade de uma surpresa positiva do Ebitda da companhia no terceiro trimestre.

"A recente queda dos preços e o impacto dos maiores custos do carvão devem ser sentidos somente no quatro trimestre", escreveu o analista Rodrigo Barros, em relatório, mantendo a recomendação de compra para as ações da empresa.

Os papéis da operadora de telefonia celular Vivo também se destacaram, com alta de 1,95 por cento, a 47,10 reais. "Nós mantemos nossa recomendação de 'outperform' (acima da média do mercado), com preço-alvo de 62,50 reais, já que acreditamos que os riscos advindos da integração com a Telesp já estão precificados", afirmaram os analistas Luis Azevedo e Rodrigo Geraldes, da corretora do Bradesco.

Fora do índice, as ações ordinárias do Bradesco figuraram entre os cinco maiores volumes do pregão durante a maior parte do dia, após um leilão de 5 milhões de papéis logo após a abertura. O vendedor, BES Securities, ofereceu as ações por 25,78 reais ao próprio Bradesco.

(Reportagem de Silvio Cascione; Edição de Aluísio Alves)

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