Marcelo Sayão/Reuters - 17/5/2019
Marcelo Sayão/Reuters - 17/5/2019

Mesmo com atuação do BC, dólar fecha em alta pelo 4º pregão seguido

Já a Bolsa terminou o dia em alta de 2,17% com correção de perdas e otimismo diante do esforço do Executivo e do Congresso em mostrar um discurso afinado sobre a reforma da Previdência

Antonio Perez e Paula Dias, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2019 | 11h47
Atualizado 20 de maio de 2019 | 18h40

Mesmo com o leilão de linha realizado pelo Banco Central e de sinais de acerto entre parlamentares e o Ministério da Economia em torno das alterações no texto da reforma da Previdência, investidores mantêm uma postura cautelosa em relação ao real. Com mínima de R$ 4,0788 e máxima de R$ 4,1221, o dólar à vista fechou a R$ 4,1034, em leva alta de 0,08%, o maior valor de fechamento desde 19 de setembro de 2018.

Declarações do presidente Jair Bolsonaro, de integrantes da equipe econômica e de parlamentares levaram o Ibovespa a se recuperar das quedas recentes e a renovar máximas nesta segunda-feira, 20. O índice encerrou a sessão com ganho de 2,17%, aos 91.946,19 pontos, descolado das Bolsas em Nova York, que caíram em meio à cautela com a disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Na análise por ações, o destaque da Bolsa ficou justamente com os papéis que melhor refletem o risco político - e também os que mais foram castigados na última semana. Banco do Brasil ON subiu 3,84%, depois de ter acumulado perda superior a 10% na semana passada. Petrobras PN avançou 3,40% e Eletrobras ON e PNB ganharam 4,57% e 3,38%, respectivamente.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou nesta segunda-feira estar confiante no trabalho do Congresso em relação à proposta de mudança nas regras de aposentadoria e estar otimista quanto ao compromisso de conseguir aprovar a reforma com a potência fiscal necessária.

Já o relator da proposta na Comissão Especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse que está trabalhando em seu parecer a partir da proposta enviada pelo governo. Ele ressaltou que, mesmo que o relatório inclua um substitutivo ao texto da equipe econômica, o objetivo é estabelecer o diálogo com lideranças e com o governo para alcançar um texto capaz de garantir economia de ao menos R$ 1 trilhão em uma década.

Bolsonaro, por sua vez, negou que haja briga entre os Poderes e afirmou que, se a Câmara dos Deputados e o Senado têm proposta melhor do que do governo para a reforma da Previdência, "que apresentem".

A trégua no campo político ajudou os juros futuros a fecharem em queda, que foi mais forte nos contratos de longo prazo. As taxas foram influenciadas ainda pela fraqueza da atividade, diante da percepção de que o crescimento do PIB neste ano deverá ser baixo.

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