Dario Oliveira|Estadão
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Ibovespa renova recorde pela 3ª vez na semana e supera patamar inédito dos 75 mil pontos

Otimismo de investidores estrangeiros com cenário econômico leva o índice a uma alta de 1,47%, aos 75.756 pontos; Bolsa chega à oitava semana seguida de ganhos, acumulados em 17,12% neste período

Luciana Antonello Xavier, Marcelle Gutierrez, Paula Dias, Renato Carvalho e Simone Cavalcanti, O Estado de S.Paulo

15 Setembro 2017 | 12h44

O Ibovespa voltou a renovar nesta sexta-feira, 15, pela terceira vez nesta semana, seu recorde histórico de pontuação, fechando acima da marca inédita dos 75 mil pontos. O índice com as ações mais líquidas da Bolsa encerrou o pregão em alta de 1,47%, aos 75.756 pontos. O principal indicador do mercado de ações brasileiro renovou máximas acima dos 75,5 mil pontos durante todo o dia, atingindo o maior registro intraday (antes do fechamento) às 17h08, com 75.820 pontos.

É oitava semana seguida de ganhos, acumulados em 17,12% neste período.

Segundo operadores, o desempenho desta sexta-feira foi embalado majoritariamente pela entrada de fluxo de investidores estrangeiros otimistas com o cenário econômico. A melhora dos indicadores do País e a percepção de que o governo deve ganhar força para aprovar a reforma da Previdência têm impulsionado o mercado de ações, e com isso, a própria Bolsa deve melhorar suas receitas já no terceiro trimestre.

A segunda denúncia protocolada ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer foi absorvida sem impacto, com os agentes mantendo o discurso de que esta deverá, assim como a primeira, ser rejeitada pela Câmara.

Os papéis de instituições financeiras aparecem entre os destaques de alta. As ações preferenciais de Itaú Unibanco subiram 1,87%; as preferenciais e as ordinárias de Bradesco ganharam 2,13% e 2,86%, respectivamente; os papéis ON de Banco do Brasil avançaram 1,46%; e as ações de Santander Brasil Unit subiram 2,13%.

As siderúrgicas também figuram entre as variações positivas. CSN ON fechou em alta de 4,43%, a R$ 10,85, e Usiminas PNA subiu 2,97%, a R$ 8,68. De acordo com operadores, os fundamentos para o setor continuam sólidos e há melhora dos indicadores no Brasil, além de tentativas do governo para ampliar os investimentos em infraestrutura.

As ações ordinárias e preferenciais da Vale tiveram reações distintas ao impacto da nova queda de 2,51% do preço do minério de ferro na Ásia e da paralisação das atividades de mineração de Onça Puma. Vale ON ganhou 0,54%, a R$ 33,80, enquanto as ações PNA avançaram 3,49%, na máxima, a R$ 32,06.

Apesar de haver a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o risco Brasil recua hoje, segundo aponta o indicador de contrato de swap de default de crédito (CDS, na sigla em inglês).

"O ambiente aqui está calmo, ninguém está dando importância para o Janot, mas é normal alguma realização (nos juros) antes do fim de semana. Mas a tendência continua sendo de queda dos juros e alta da Bolsa", comentou Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos.

JBS terminou o pregão com alta de 3,03%, a R$ 8,85. De quarta-feira, 13, quando ocorreu a prisão do presidente e sócio do frigrífico Wesley Batista, até o início do pregão desta sexta-feira, as ações acumulavam valorização de 10,15%.

Operadores do mercado afirmam que segue a expectativa pela saída de Wesley à medida que novas provas surgem contra os irmãos Joesley e Wesley Batista. Mensagens de WhatsApp no celular de Wesley indicam que partiram do próprio empresário as ordens para compra de dólares no mercado futuro, segundo a Polícia Federal.

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