AMANDA PEROBELLI/REUTERS
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Bolsa vai ao maior nível em quase um mês; dólar recua

Apesar da ação de Trump, moeda dos EUA cai para R$ 4,21, menor nível em 10 dias e Bolsa chega a 108.927 pontos

Luis Eduardo Leal, Altamiro Junior e Simone Cavalcanti, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2019 | 11h40
Atualizado 02 de dezembro de 2019 | 21h28

O Ibovespa não conseguiu sustentar o nível de 109 mil pontos nos minutos finais da sessão desta segunda,2 , mas, ainda assim, o primeiro dia de negócios em dezembro foi positivo para os que acreditam que as projeções de que o Ibovespa possam encerrar 2019 dentro de nova faixa de máximas históricas, entre 115 mil e 120 mil pontos.  Na mínima desta segunda, o índice à vista foi a 108.233,28 pontos e, na máxima, a 109.278,67 pontos.

Assim, totalmente descolado do dia ruim no exterior, com perdas na casa de 2% em Londres, Frankfurt e Paris, e recuo em torno de 1% em Wall Street, o principal índice da B3 encerrou a sessão desta segunda-feira em alta de 0,64%, a 108.927,83 pontos, reaproximando-se da máxima histórica de fechamento, de 109.580,57 pontos, atingida em 7 de novembro. No ano, o Ibovespa acumula agora ganho de 23,94%.

Contribuíram para a alta do índice a expectativa para o PIB, amanhã, e revisões positivas sobre as exportações brasileiras entre setembro e novembro, que mitigam temores quanto ao comportamento das contas externas. O giro financeiro foi de R$ 16,9 bilhões.

Mesmo com as novas ameaças protecionistas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao aço e alumínio produzidos por Brasil e Argentina, o setor de siderurgia esteve entre os vitoriosos da sessão, assim como a Vale (+2,72%). 

A notícia, conforme informou o Estadão/Broadcast logo após o anúncio, deve ter pouco impacto sobre o mercado local e ainda sobre a balança comercial brasileira, devido à representatividade baixa das exportações do item. No entanto, os índices futuros de Nova York diminuíram os ganhos após a notícia, com as Bolsas europeias mudando para queda

Dólar

O dólar fechou hoje no menor nível em dez dias, em baixa de 0,68%, a R$ 4,2119. A segunda-feira foi marcada por queda do dólar ante a maioria das divisas, em meio a renovados temores sobre os rumos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China após a decisão de Donald Trump de taxar o aço do Brasil e da Argentina. A nova revisão nos números da balança comercial, anunciada hoje à tarde pelo ministério da Economia, que aumentou as exportações brasileiras dos últimos três meses em US$ 6,5 bilhões, também ajudou a fortalecer o real, que teve um dos melhores desempenhos hoje no mercado internacional de moedas.

O dólar fechou perto das mínimas do dia, que foi de R$ 4,2114. Logo pela manhã, a moeda americana foi às máximas, a R$ 4,25 em meio às dúvidas causadas pela mensagem postada por Trump no Twitter, que acusou o Brasil e a Argentina de desvalorizarem suas moedas para tornar o aço mais competitivo. Ele pediu ainda o uso das reservas internacionais para conter a fraqueza da moeda.

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