Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Ibovespa segue em estabilidade e dólar sobe nesta segunda

No Brasil, a moeda americana passou boa parte da manhã em alta e no começo da tarde era cotada a R$ 3,78, após tocar na máxima de R$ 3,80 pela manhã; Ibovespa continuou no patamar de 102 mil pontos

O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2019 | 13h19

Enquanto os agentes começam a semana em compasso de espera pelas decisões de política monetária de importantes bancos centrais, especialmente os de Brasil e Estados Unidos, os ativos se movimentam pouco, têm baixa liquidez e reagem apenas a fatores pontuais e técnicos.

O principal condutor dos mercados nesta manhã foi a percepção de que aumentou a possibilidade de um Brexit sem acordo, depois que o novo ministro das Finanças do Reino Unido, Sajid Javid, escreveu no Twitter que orientou a sua pasta a acelerar as preparações para a saída sem transição em 31 de outubro.

No Brasil, a moeda americana passou boa parte da manhã em alta e no começo da tarde era cotada a R$ 3,78, após tocar na máxima de R$ 3,80 pela manhã. O Ibovespa continuou se movimentando no patamar de 102 mil pontos. 

Movimentação na B3 

A Bolsa de São Paulo alterna leves altas e baixas, diante do recesso parlamentar no Brasil. Investidores estão em compasso de espera pelas decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, na quarta-feira. Também é aguardada alguma novidade em relação às negociações entre EUA e China, que devem ser retomadas a partir desta terça-feira, podendo durar até depois de quarta, o que tende a movimentar os negócios. 

As ações da Vale e Petrobrás estavam em leve baixa, à espera da divulgação dos balanços nesta semana. As ações da BRF recuavam após o Citi rebaixar a recomendação das ações para venda. No começo da tarde, as ações de JBS subiam 0,40%. 

Economistas reveem projeção para  inflação 

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira pelo Banco Central mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,78% para elevação de 3,80%. Há um mês, estava em 3,80%. A projeção para o índice em 2020 permaneceu em 3,90%. Quatro semanas atrás, estava em 3,91%. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 seguiu em 0,82%. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,85%. Para a Selic em 2019, seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 5,75% para 5,50% ao ano, ante 6,00% de quatro semanas atrás.

Mudanças no Banco do Brasil 

Banco do Brasil anunciou um plano de reorganização institucional, para ser implementado ainda neste semestre, que prevê um programa de desligamento incentivado. O impacto financeiro do plano será divulgado até o final de agosto. A redução de pessoal deve gerar aumento de despesas de imediato, que não impacta as projeções do banco para 2019, mas depois permitirá redução de gastos. A expectativa é de que sejam desligados da empresa cerca de 2,3 mil funcionários. 

As ações do Banco do Brasil aceleraram os ganhos e bateram máximas após a Coluna do Broadcast divulgar o plano. No começo da tarde, as ações ON do banco.

Mercado externo

No primeiro pregão de uma semana em que os eventos determinantes para os mercados estão concentrados nos dias mais à frente, o movimento que mais chamou atenção durante a manhã foi a queda acentuada da libra contra o dólar e o euro, à medida que sinalizações concretas do governo do novo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, aumentam a percepção de risco sobre um Brexit sem acordo. / Luciana Xavier, Aline Bronzati, Niviane Magalhães e Fabrício de Castro 

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