Ibovespa segue EUA e sobe mais de 1% pelo 2o dia seguido

A Bovespa recuperou-se pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira, acompanhando o otimismo com balanços trimestrais nos Estados Unidos.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

20 de abril de 2011 | 18h54

O Ibovespa avançou 1,36 por cento, a 67.058 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 6,7 bilhões de reais.

Na semana, encurtada por Tiradentes e Páscoa, o índice teve alta de 0,56 por cento.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 1,52 por cento e o Standard & Poor's 500 teve alta de 1,35 por cento. Entre as empresas com números positivos, Intel e United Technologies foram as principais responsáveis pelo otimismo do mercado.

"Teve um quadro de apetite a risco maior hoje no mundo todo. Isso impulsionou as bolsas lá de fora desde o início da manhã, com resultados de empresas muito bons" disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos. "Consolida a ideia de que a economia mundial está se recuperando".

O mercado brasileiro também recebeu uma avaliação positiva. Em relatório, o Goldman Sachs recomendou aumentar a exposição às ações na Bovespa, elevando a alocação em construção civil, consumo e financeiras não-bancárias e mantendo a exposição acima da média em bancos e matérias-primas. Segundo o banco, os riscos associados à alta da inflação e a uma queda no crescimento já estariam basicamente precificados.

"Temos estado relativamente menos entusiasmados com o Brasil, mas a recente baixa é uma oportunidade", avaliou Alexander Kazan, analista do Goldman Sachs, no texto.

A ação da OGX, por exemplo, subiu pelo segundo dia seguido, após ter despencado 17 por cento na segunda-feira com a decepção do mercado pelo relatório de reservas feito pela DeGolyer and MacNaughton (D&M). A petrolífera de Eike Batista subiu 5,57 por cento, a 18,00 reais, e reduziu a perda na semana a pouco mais de 8 por cento.

Nesta quarta-feira, a empresa de Eike Batista anunciou a descoberta de hidrocarbonetos na seção albiana do poço 3-OGX-40D-RJS e na seção albocenomaniana do poço 3-OGX-41D-RJS, ambos delimitatórios das acumulações de Pipeline e Waikiki, respectivamente.

Empresas de construção civil também se destacaram. Rossi subiu 3,79 por cento, a 15,05 reais, ganhou 1,18 por cento, a 9,47 reais, e Cyrela avançou 2,15 por cento, a 17,10 reais.

O analista André Rocha, do Bradesco, elegeu Rossi e Brookfield como as duas principais oportunidades no setor imobiliário. "Diferentemente de Cyrela e MRV, que revisaram os custos (o que diminuiu as margens), Rossi e Brookfield divulgaram resultados consistentes", escreveu.

Ações de maior liquidez como Vale e Petrobras também avançaram. A mineradora ganhou 1,68 por cento, a 46,50 reais, e a estatal petrolífera tinha alta de 2,18 por cento, a 26,29 reais.

Na parte de baixo do índice, as ações relacionadas ao grupo Oi tiveram o pior desempenho. Brasil Telecom PN caiu 5,41 por cento, a 15,55 reais, e Telemar PN teve baixa de 5,07 por cento, a 57,10 reais.

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