Paulo Whitaker/Reuters
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Ibovespa sobe 2,69% com articulação do governo pela reforma da Previdência

Bolsa dedicou pregão desta quarta-feira a recompor as perdas da véspera, em um movimento que ganhou força principalmente na última hora de pregão, quando um rali levou o índice a fechar aos 74.363,13 pontos

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2017 | 20h15

A Bolsa brasileira dedicou o pregão desta quarta-feira, 8, a recompor as perdas da véspera, em um movimento que ganhou força principalmente na última hora de pregão, quando um rali levou o Índice Bovespa (Ibovespa) a fechar aos 74.363,13 pontos, em alta de 2,69%. O giro financeiro foi de R$ 9,4 bilhões. Na terça-feira, 7, o índice havia caído 2,55%. 

As declarações do presidente Michel Temer admitindo a possibilidade de não conseguir aprovar a reforma da Previdência continuaram a ecoar no mercado. A grande diferença ficou por conta dos esforços da tropa de choque do presidente para reverter a percepção negativa gerada pela afirmação na última terça-feira. Depois da repercussão negativa nos mercados, o Palácio do Planalto decidiu, em acordo com a equipe econômica, colocar a reforma em votação no plenário da Câmara, mesmo com risco de derrota.

No final da tarde, o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) disse que a reforma "voltou a caminhar" e que vê chance de aprovar ao menos uma parte dela. Mesmo sem citar pontos que poderiam ser mudados, Maia disse acreditar que eles poderão ser fechados com líderes e apresentados até sexta-feira. Ele reconheceu que o calendário é apertado e que a proposta precisa ser aprovada na Câmara até dia 15 de dezembro, podendo passar pelo Senado até fevereiro. 

O noticiário de bastidor também alimentou o mercado no final dos negócios, segundo profissionais da renda variável. "Estimativas de que a economia com a reforma da Previdência poderia cair para a metade do proposto originalmente foram bem recebidas no mercado, que considerou o porcentual como satisfatório", disse um analista. "Agora, precisamos ver como serão as negociações em torno dessa proposta", afirmou.

Além da melhora da percepção com a Previdência, operadores notaram ainda um ingresso inesperado de recursos na última hora de negociação, que deu sustentação à recuperação das ações, principalmente nas de primeira linha. No final, a alta foi generalizada, com destaque justamente para as ações que mais haviam caído na terça-feira.

Mesmo com o petróleo registrando intensa volatilidade, Petrobras ON e PN terminaram o dia nas máximas, com ganhos de 2,72% e 2,73%, respectivamente. Vale ON superou a baixa dos preços do minério e ganhou 1,25%. Os bancos subiram em bloco, com destaque para Banco do Brasil, com alta de 5,24%.

"O mercado segue preocupado com a Previdência, mas viu o governo empenhado em conseguir avançar minimamente na reforma, o que pode passar às agências de classificação de risco a percepção de que ele não está parado. Qualquer avanço animaria os investidores", disse Luiz Roberto Monteiro, operador de renda variável da Renascença Corretora.

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