Ibovespa sobe com blue chips em meio à disputa por opções

O vazio na agenda econômica tirou de cena as apostas mais firmes no mercado acionário, deixando a bolsa paulista à mercê da disputa entre comprados e vendidos em opções.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

18 de setembro de 2009 | 17h41

Dessa forma, apoiado nos ganhos das blue chips Petrobras e Vale, mesmo num dia de recuo nos preços das commodities, o Ibovespa fechou a sessão valorizado em 0,78 por cento, aos 60.703 pontos, atingindo nova máxima de fechamento desde julho de 2008. Na semana, o índice subiu 4 por cento.

O giro financeiro da sessão somou 5,73 bilhões de reais.

"A variação de hoje das bolsas deve ser relativizada, porque as atenções estavam centradas na disputa por opções", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Nesta sexta-feira, a bolsa de Nova York teve vencimento quádruplo -- futuros de índices de ações, opções de índices de ações, opções de ações e futuros de ações. O índice Dow Jones ganhou 0,37 por cento.

O mesmo se deu nos negócios na bolsa paulista, que tem vencimento de opções na segunda-feira. Apesar da queda na cotação das commodities, as blue chips terminaram o dia no azul, sustentadas pelas apostas dos 'comprados', investidores que apostam na alta das ações.

Os papéis preferenciais da Petrobras e da Vale ganharam 1 por cento e 1,3 por cento, fechando a 34,65 reais e a 35,45 reais, respectivamente. Esses ativos são o foco da disputa no mercado de opções.

As empresas do ramo de cartão de crédito foram, pelo terceiro dia seguido, os destaques positivos, em meio à visão de que o governo pode ser mais flexível na nova regulamentação do setor, que deve ser divulgada nas próximas semanas.

Dentro do índice, Redecard, que credencia lojas para receber os cartões MasterCard, foi a líder, subindo 3,9 por cento, para 28,50 reais. Fora dele, VisaNet ganhou 2,9 por cento, a 18,20 reais.

JBS também refletiu o otimismo continuado dos investidores, depois de ter anunciado na terça-feira a compra da norte-americana Pilgrim's Pride e a fusão com a Bertin, subindo 1,5 por cento, para 8,85 reais.

Na ponta de baixo, Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) tombou 1,84 por cento, a 30,91 reais, depois de a empresa ter anunciado no começo da tarde que pretende realizar uma oferta pública primária de ações estimada em cerca de 1 bilhão de reais.

Outra fora da carteira que brilhou no pregão foi OGX, subindo 3,4 por cento, valendo 1.219,95 reais, depois de a companhia ter anunciado pela manhã que iniciou a perfuração na bacia de Campos. Em relatório, a Itaú Corretora reafirmou sua recomendação de compra para os papéis da companhia.

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