Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Ibovespa sobe e recupera patamar dos 104 mil pontos

Resultado da Bolsa brasileira é puxado nesta terça-feira pelo bom desempenho das ações mais comercializadas na B3

Karla Spotorno e Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2019 | 13h03

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira se mantém acima dos 104 mil pontos nesta terça-feira, 16, com os bons resultados das ações mais comercializadas, as chamadas blue chips, apesar do desempenho fraco das Bolsas nos Estados Unidos.

O dólar tem alta moderada. Às 12h55, o Ibovespa subia 0,32%, chegando aos 104.138,39 pontos. Na máxima, atingiu 104.439,98 pontos. O dólar subia 0,06% aos R$ 3,7587.

Ações em alta

Construtoras que apresentaram as prévias do segundo trimestre tiveram destaque na Bolsa nesta manhã: papéis ON da MRV Engenharia se valorizavam 3,17%, da Eztec, 1,76%, e da Cyrela, 0,55%.

As ações da Vale, CSN e Bradespar (importante acionista da mineradora) têm alta de 1,35%, 2,43% e 1,60%, respectivamente, ajudadas pelo preço do minério de ferro.

Além disso, a Vale se beneficia do acordo fechado com o Ministério Público do Trabalho de Minas, que estabeleceu pagamento individual de R$ 700 mil aos parentes das vítimas da tragédia de Brumadinho. 

Após divulgar seu plano estratégico para os próximos anos, os papéis PN de Oi, que chegaram a subir 3% pela manhã, reduziram os ganhos e sobem 0,10%, enquanto as ações ON caem 3,08%.

De olho no exterior

A agenda de indicadores e o noticiário domésticos estão fracos, o que faz o investidor observar mais atentamente o cenário internacional. 

À tarde, o foco estará na participação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, que tem sinalizado corte de juros ainda neste mês.

Resultados que mostram a força da economia americana podem contribuir para esse corte: o Departamento do Comércio americano informou que as vendas no varejo superaram a previsão de alta, subindo 0,4% em junho, no quarto mês consecutivo de crescimento.

Otimismo com o Brasil aumenta

Segundo relatório do Bank of America Merrill Linch divulgado nesta terça, o investidor estrangeiro ficou mais otimista com o Brasil à medida em que a reforma da Previdência avançou no Congresso.

A expectativa da instituição é de bolsa com mais ganhos, real valorizado e juros menores, enquanto cresceu a aposta de uma reforma com economia fiscal de ao menos R$ 900 bilhões em dez anos.

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