Ibovespa sobe forte em pregão marcado por alta de 28% de LLX

O principal índice da Bovespa teve a maior alta em mais de dois meses nesta quinta-feira, num pregão marcado pelo salto de quase 30 por cento das ações da empresa de logística LLX, do grupo do bilionário Eike Batista.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

29 de novembro de 2012 | 18h46

A companhia anunciou na véspera que firmou um contrato de 30 anos, renovável por até mais 30, com a GE para instalação de uma unidade industrial no Superporto do Açu, no Rio de Janeiro.

"São pelo menos 30 anos de uma fonte de receita garantida para LLX, graças a um contrato com uma das maiores empresas do mundo, e isso agradou o mercado", disse o gerente de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos.

O papel subiu 27,59 por cento nesta quinta-feira, a 2,22 reais, com forte giro financeiro--, contribuindo para o avanço de 2,32 por cento do Ibovespa, a 57.852 pontos.

Dentre as blue chips, a preferencial da mineradora Vale teve alta de 3,92 por cento, a 36,60 reais, e a da Petrobras subiu 2,68 por cento, a 19,15 reais. OGX, petrolífera que também faz parte do grupo de Eike, subiu 1,59 por cento, a 4,48 reais.

As siderúrgicas também ajudaram a impulsionar o Ibovespa, com destaque para CSN e a preferencial da Usiminas, que subiram 9,61 e 6,07 por cento, respectivamente, impulsionadas por avaliações mais positivas sobre o setor.

Segundo operadores, movimentos de ajustes de carteira, típicos do período de fim de mês, também contribuíram para o avanço das ações brasileiras.

Apenas 10 ações do Ibovespa fecharam no vermelho, com destaque para a preferencial da Eletrobras, que perdeu 7,46 por cento, a 7,81 reais, com investidores preocupados sobre os impactos da possível renovação antecipada de concessões elétricas.

O giro financeiro da bolsa paulista foi de 8,33 bilhões de reais, acima da média diária de 7,2 bilhões de reais em 2012. O destaque ficou com Qualicorp, que teve leilão nesta quinta-feira e movimentou 988 milhões de reais, giro maior que o da ação preferencial da Vale.

Na cena externa, investidores continuavam acompanhando atentamente a evolução das negociações para evitar uma crise fiscal nos Estados Unidos, que poderia jogar o país novamente em recessão.

Em Nova York, o índice Dow Jones subia 0,23 por cento e o S&P 500 tinha alta de 0,38 por cento às 18h36. Mais cedo, o principal índice acionário europeu fechou em alta de 1,13 por cento. (Por Danielle Assalve; Edição de Sérgio Spagnuolo)

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECHAFINAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.