Ibovespa sobe quase 5% com especulações para eleição; Petrobras PN dispara 10,5%

O principal índice da Bovespa desacelerou no final da sessão com a forte piora em Wall Street, mas cravou a maior alta percentual em mais de três anos, amparado no forte avanço de ações da Petrobras e de bancos, em meio à repercussão positiva das últimas notícias da corrida presidencial.

PAULA AREND LAIER, REUTERS

13 de outubro de 2014 | 17h51

No fim de semana, pesquisa Sensus mostrou o candidato do PSDB, Aécio Neves, liderando com ampla vantagem o segundo turno da corrida presidencial contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Além disso, foram anunciados o apoio de Marina Silva e da família de Eduardo Campos ao tucano.

O Ibovespa ainda refletiu a valorização de quase 5 por cento dos papéis da Vale, reagindo a dados de setembro do comércio exterior chinês e à elevação dos preços de minério de ferro na China.

Nesse contexto, o índice avançou 4,78 por cento, a 57.956 pontos, maior ganho percentual diário desde 9 de agosto de 2011, quando teve alta de 5,1 por cento.

No máxima desta segunda-feira, o índice alcançou 58.747 pontos, alta de 6,2 por cento.

O volume financeiro do pregão somou 10,3 bilhões de reais.

"O fim de semana foi repleto de boas notícias para Aécio Neves", disse o analista de renda variável Fabio Lemos, da São Paulo Investments, referindo-se à pesquisa Sensus e às declarações de apoio ao candidato de oposição

Perspectivas de alternância em Brasília têm servido como argumento para compras na bolsa nos últimos meses e vice-versa, uma vez que operadores e analistas do mercado têm manifestado insatisfação com as diretrizes econômicas do atual governo.

As ações da Petrobras reagiram logo na abertura ao noticiário e mantiveram-se entre as maiores altas do índice, chegando a subir mais de 11 por cento na máxima.

Operadores também citaram cobertura de posições vendidas mirando o exercício de contratos de opções sobre ações, na próxima semana. Na quarta-feira acontece vencimento das opções sobre o Ibovespa e do índice futuro.

Em nota a clientes antes da abertura, o analista Marco Aurélio Barbosa, da CM Capital Markets, lembrou que a semana tem pesquisas Vox Populi, Ibope e Datafolha que, somadas com o debate entre os dois presidenciáveis na terça-feira na TV, vão canalizar as atenções do mercado.

Entre os poucos papéis do índice no vermelho, figuraram ações de exportadoras, como Suzano, Fibria e Embraer, já que o dólar fechou em queda superior a 1 por cento frente ao real.

A forte queda nos pregões em Nova York, que impediu que o Ibovespa sustentasse os 58 mil pontos no encerramento, se deu pelo recuo em papéis de energia e empresas aéreas.

O índice S&P 500 caiu 1,65 por cento, a 1.874 pontos, abaixo da sua média móvel de 200 dias pela primeira vez desde 16 de novembro de 2012.

Do noticiário corporativo, Oi e Telemar Participações disseram que estão integralmente mantidos os compromissos de promover a listagem da CorpCo, empresa resultante da fusão da Oi com a Portugal Telecom, no Novo Mercado da BM&FBovespa.

(Edição de Aluísio Alves)

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