Ibovespa supera 60 mil pontos e atinge 60% de alta em 2009

Embalada por notícias econômicas e corporativas animadoras, a bolsa paulista teve um dia de euforia, levando seu principal índice acionário à oitava alta em 9 sessões e chegando a novo pico desde julho de 2008.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

16 de setembro de 2009 | 18h01

Perto da máxima do dia, o Ibovespa fechou em alta de 1,94 por cento, para 60.410 pontos. Com isso, o indicador já acumula valorização de 60,9 por cento neste ano.

Isso suportado por um convincente volume financeiro de 7,02 bilhões de reais, um dos maiores do ano em sessões regulares.

"O mercado está em euforia", resumiu Edison Roberto Marcellino, diretor de renda variável da Corretora FinaBank.

Para todo lado que olhou, o investidor encontrou motivos para seguir comprando ações nesta quarta-feira. No plano macro, enquanto os EUA divulgavam que sua produção industrial subiu em agosto pelo segundo mês consecutivo, o Brasil anunciava que o mercado de trabalho doméstico teve o melhor agosto em 17 anos.

A maré de otimismo passeou também pelos mercados de commodities, depois que a ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, melhorou a previsão de crescimento da demanda na China neste ano.

O resultado foi a disparada dos preços de metais, com efeito imediato sobre as ações de companhias ligadas ao setor. Na bolsa paulista, o papel preferencial da Usiminas foi um dos que mais refletiu esse movimento, ao disparar 3,9 por cento, a 46,99 reais. Gerdau e CSN vieram pouco atrás, com avanços de 3,5 por cento e 3,3 por cento, respectivamente.

Esse panorama deu combustível para os investidores que apostam na alta, dentro do mercado de opções, que tem exercício na próxima segunda-feira. As blue chips, que referenciam esse segmento, também subiram forte.

O papel preferencial da Petrobras, também refletindo a alta do petróleo, ganhou 2,8 por cento, para 34,35 reais. A ação preferencial da Vale ganhou 1,5 por cento, cotada a 35,35 reais.

Para completar, anúncios de megafusões foram encarados por analistas e investidores como prova contundente de que a economia mundial está voltando à plena atividade.

No Brasil, a estrela do dia foi JBS, com uma disparada de 8,8 por cento, a 8,65 reais, após o frigorífico anunciar a compra da norte-americana Pilgrim's Pride por cerca de 2,8 bilhões de dólares e uma associação com a Bertin, reforçando sua posição como maior empresa de carne do mundo.

Em Wall Street, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subiu 1,1 por cento, também refletindo o otimismo pela compra da Omniture pela Adobe Systems por 1,8 bilhão de dólares, anunciada na terça-feira à noite.

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