Renato Cerqueira/Futura Press
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Com expectativa de aprovação da Previdência, Bolsa fecha acima de 107 mil pontos

Materialização da reforma é considerada como uma espécie de sinal verde para o retorno do investidor estrangeiro, que há tempos tem se afastado do mercado brasileiro

Paula Dias e Barbara Nascimento, Agência Estado

22 de outubro de 2019 | 11h51
Atualizado 23 de outubro de 2019 | 11h57

A expectativa de aprovação da reforma da Previdência, após oito meses de tramitação, levou o Índice Bovespa a bater novos recordes nominais nesta terça-feira, 22. O Ibovespa chegou ao final do dia marcando inéditos 107.381,11 pontos, com alta de 1,28%. Embora a conclusão da reforma já seja dada como certa há algum tempo, a sua materialização é considerada como uma espécie de sinal verde para o retorno do investidor estrangeiro, que há tempos tem se afastado do mercado brasileiro. Hoje, a saída de recursos externos na B3 soma R$ 32,3 bilhões no acumulado do ano. Seguindo o movimento da Bolsa, o dólar, saiu do patamar dos R$ 4,1307 do encerramento do pregão de segunda-feira, para R$ 4,0755 nesta terça-feira, uma queda de 1,34%.

A pontuação do fechamento do Ibovespa ficou levemente abaixo da máxima do dia, de 107.420,73 pontos (+1,32%), também um recorde. Os ganhos do índice foram sustentados principalmente pelas ações do setor financeiro. A alta nesse grupo foi generalizada e o Ifinanceiro, que congrega apenas ações do setor, terminou o dia com alta de 2,14%, bem acima do Ibovespa.

"A aprovação da reforma da Previdência será como o extermínio do vilão da temporada de uma série. A expectativa é que ela destrave a economia e traga o investidor estrangeiro de volta", disse Rafael Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimento.

Segundo ele, a queda do dólar hoje também foi um sinal importante para o investidor não residente, uma vez que a depreciação do câmbio doméstico, embora torne o investimento no Brasil mais atrativo, gera uma percepção negativa. "Depois da reforma da Previdência, ainda há muitas coisas para o governo realizar, mas são todas menores. Se a economia não evoluir e o estrangeiro não voltar, descobriremos que temos um problema maior do que imaginávamos de estagnação econômica", afirma.

Câmbio

Internamente, a moeda brasileira foi ajudada por um misto de otimismo com a votação da reforma da Previdência no Senado, que ainda ocorria, e com os dados acima do esperado do IPCA-15. Com uma inflação maior que a estimada, a percepção é de que diminuem as chances de um movimento mais agressivo de queda da Selic, o que diminuiria o diferencial de juros entre o Brasil e outros países e poderia ter reflexo no fluxo de investidores.

"O resultado do IPCA tira força do movimento recente do mercado de apostar em um corte de 0,75 pontos no Copom de outubro. O IPCA-15 aborta essa possibilidade", afirmou o sócio e gestor da Absolute Investimentos, Roberto Serra.

Ainda que com mais intensidade, o movimento do dólar ante o real acompanha a maioria dos emergentes. A divisa americana cai frente à maior parte delas, inclusive ao peso chileno, que ontem foi penalizado em função das tensões populares que tomaram conta de grandes cidades. Às 17h20, o dólar caía 0,23% ante o peso chileno. Frente à moeda sul africana, o recuo era de 1,22%. As exceções ao movimento eram Argentina (+0,45%) e México (+0,07%).

As moedas emergentes são favorecidas pela percepção de que há alguma diminuição de incertezas em relação ao possível acordo entre Estados Unidos e China e sobre um fim menos brusco para o Brexit.

Petrobrás

Outro importante destaque do dia, com potencial para contagiar o mercado como um todo, foram as ações da Petrobrás. Os papéis foram beneficiados por um conjunto de fatores, como a alta do petróleo, o reajuste dos preços do gás e a expectativa otimista quanto ao resultado trimestral da estatal, que será divulgado na próxima quinta-feira.

No meio da tarde, a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) aprovou o relatório do projeto de lei em que o governo solicita a abertura de crédito especial de R$ 40,5 bilhões, para, entre outras destinações, a União pagar à Petrobras os valores correspondentes à revisão do acordo do contrato de cessão onerosa. Ao final do dia, as ações da companhia tiveram valorizações de 3,06% (ON) e de 2,88% (PN).

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