Ibovespa tem 3a queda seguida, pressionado por Vale e exterior

O principal índice de ações brasileiras recuou pelo terceiro dia seguido nesta terça-feira, pressionado pelo forte tombo da mineradora Vale e pelas preocupações com a situação da Espanha e o ritmo de atividade econômica global.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

24 de julho de 2012 | 17h50

O Ibovespa fechou em queda de 0,75 por cento, a 52.638 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,07 bilhões de reais.

"O ambiente continua ruim, com a Europa num estado crítico, e não estão surgindo expectativas de novos eventos que poderiam reverter essa situação", disse Fernando Aldabalde, sócio-gestor da GS Allocation Investimentos no Rio de Janeiro.

O temor de que a Espanha estaria cada vez mais perto de pedir um resgate financeiro completo mais uma vez afugentou investidores de ativos considerados de risco.

Novos dados fracos de atividade manufatureira na Europa e nos EUA também contribuíram para o pessimismo dos mercados.

"Enquanto não houver algo que realmente mude esse cenário, o mercado continuará bem frágil", afirmou Aldabalde.

Fatores domésticos também pesaram na bolsa paulista, com destaque para Vale, que na véspera anunciou a saída de seu diretor financeiro, Tito Martins, antes da divulgação do resultado trimestral.

"Uma mudança de diretoria tão próxima da divulgação do balanço deixa o mercado fica preocupado. Também tem a questão dos royalties, que deve sair em breve, tudo isso associado a um ambiente frágil para o crescimento global", disse Aldabalde.

O lucro da Vale provavelmente atingiu seu nível mais baixo em mais de dois anos no segundo trimestre, como reflexo da desaceleração da economia chinesa e do enfraquecimento da moeda brasileira, apontou uma pesquisa da Reuters.

O papel preferencial da Vale caiu 4,69 por cento, a 35,15 reais. Ainda entre as ações mais negociadas, a preferencial da Petrobras caiu 0,9 por cento, a 18,79 reais. OGX perdeu 2,86 por cento, a 5,10 reais.

Pão de Açúcar recuou 1,91 por cento, a 77,20 reais, após a maior rede de varejo do Brasil ter informado lucro líquido de 159 milhões de reais no segundo trimestre e um crescimento menor das vendas no período.

Em sentido oposto, Itaú Unibanco subiu 3,39 por cento, a 30,19 reais. Apesar do lucro menor, redução das previsões para expansão do crédito e novo pico de inadimplência no segundo trimestre, o banco agradou o mercado ao prever melhora da qualidade da carteira de empréstimos para a segunda metade do ano. (Por Danielle Assalve; Edição de Aluísio Alves)

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECAHFINAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.