Ibovespa tem dia de queda com dados fracos dos EUA

O principal índice da Bovespa registrou queda nesta segunda-feira, influenciado pelas preocupações sobre a economia dos Estados Unidos, após mais uma queda nas vendas no varejo norte-americano.

ROBERTA VILAS BOAS, Reuters

20 de julho de 2012 | 13h21

O Ibovespa caiu 1,71 por cento, a 53.401 pontos. O volume financeiro do pregão foi de 9,92 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções sobre ações que girou 3,78 bilhões de reais, sendo 2,39 bilhões de reais em opções de compra e 1,38 bilhão de reais em opções de venda.

As vendas no varejo dos EUA caíram pelo terceiro mês seguido em junho, num sinal de que a recuperação econômica do país está vacilando. A queda foi de 0,5 por cento, sendo que analistas consultados pela Reuters esperavam alta de 0,2 por cento.

Nos mercados externos, porém, a queda foi menos intensa. O índice Dow Jones recuou 0,39 por cento, enquanto o Standard & Poor's 500 perdeu 0,23 por cento.

"Os indicadores norte-americanos vieram ruins... As vendas no varejo vieram piores (que o esperado)", afirmou o operador Sandro Fernandes, da Geraldo Correa Corretora de Valores.

Ele destacou que a aversão ao risco continua, assim como os temores com a desaceleração chinesa e com a crise na Europa.

"A economia chinesa continua devagar. Essa recuperação não é estável. E na Europa, solucionado o socorro à Espanha, a Itália é a próxima da fila", disse.

No último fim de semana, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que as medidas para estabilizar a economia estão funcionando e que o governo vai acelerar os esforços no segundo semestre do ano para elevar a efetividade das políticas, conforme noticiou a agência de notícias Xinhua.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento da zona do euro para 0,7 por cento em 2013, e manteve sua projeção de uma contração de 0,3 por cento neste ano. A entidade informou que agora acredita que a economia da Espanha encolherá tanto neste ano quanto no próximo.

Para o Brasil, a entidade estima um crescimento de 2,5 por cento para a economia do Brasil em 2012, ante 3,1 por cento estimados em abril. Porém, para 2013, a previsão do Fundo subiu em 0,5 ponto percentual, para 4,6 por cento.

Entre as ações do Ibovespa, MMX teve a maior queda, de 7,13 por cento, a 5,21 reais, seguida por PDG Realty, com baixa de 6,91 por cento, a 3,10 reais.

A petrolífera OGX também teve forte queda, de 6,19 por cento, a 5,46 reais. Analistas do Deutsche Bank cortaram o preço-alvo para as ações da empresa de Eike Batista após revisarem para baixo as estimativas de produção e receita da companhia pela segunda vez neste mês.

A preferencial da Petrobras recuou 1,02 por cento, a 19,35 reais, enquanto a da Vale perdeu 1,37 por cento, a 38,78 reais.

Na outra ponta, o destaque ficou com BR Malls que subiu 3,76 por cento, a 22,10 reais. A empresa informou que as vendas dos lojistas de seus shoppings cresceram 22,5 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

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