Ibovespa tem maior alta desde fevereiro; Pão de Açúcar salta

As ações brasileiras se beneficiaram nesta terça-feira do aumento da confiança em uma solução para a crise da dívida na Grécia, com a maior alta do Ibovespa em mais de quatro meses.

SILVIO CASCIONE, REUTERS

28 de junho de 2011 | 17h56

O índice subiu 1,77 por cento, maior valorização desde 16 de fevereiro, para 62.303 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,66 bilhões de reais.

O mercado global se animou com a perspectiva de que o Parlamento grego aprove as medidas de austeridade na quarta-feira para continuar a receber a ajuda internacional.

Além disso, embora as autoridades da zona do euro descartem publicamente que possam ajudar a Grécia no caso de um "não" dos parlamentares, nos bastidores trabalham com alguns planos alternativos. Os bancos franceses já concordaram em princípio com um plano de rolagem da dívida grega.

No Brasil, o principal destaque ficou com as ações do Pão de Açúcar, que dispararam 12,64 por cento, a 73,25 reais.

O Carrefour, segunda maior rede de varejo do mundo, recebeu uma oferta de união com o Pão de Açúcar no Brasil, numa operação que, se aprovada, reforçará a liderança do grupo brasileiro no varejo nacional .

Embora a operação ainda envolva vários riscos --como a resistência do Casino, acionista do Pão de Açúcar, e a necessidade de aprovação no Cade-- operadores preferiram apostar na possibilidade de ganhos de sinergia da ordem de 1,3 bilhão a 1,7 bilhão de reais por ano.

A corretora Raymond James destacou ainda que as ações do Pão de Açúcar vinham sendo negociadas com um desconto de 13 por cento em relação ao restante do setor no Brasil, havendo, portanto, espaço para valorização.

As ações da MMX também se destacaram, com alta de 4,32 por cento, a 8,45 reais, após o Credit Suisse colocar a empresa em recomendação "outperform" (acima da média de mercado) com potencial de alta de 70 por cento, até o preço-alvo de 14 reais.

"A manutenção dos altos preços do minério de ferro e a entrega do plano de negócios da empresa devem ser os principais fatores de alta da ação", escreveram os analistas Ivan Fadel e Carlos Louro, em relatório.

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