Renato Cerqueira/Futura Press
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Ibovespa fecha em queda por cautela com conflito entre EUA e Irã

Saída de recursos estrangeiros ajudou mercado local de câmbio a se mover na contramão do exterior; dólar à vista fechou em alta de 0,18%

Maria Regina Silva, Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2020 | 14h03
Atualizado 06 de janeiro de 2020 | 19h01

A cautela ante o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã continuou pairando sobre os mercados financeiros na tarde desta segunda-feira, 6, mas os movimentos dos ativos, aqui e no exterior, não tiveram a mesma direção. Enquanto a ausência de novidades sobre essa disputa no Oriente Médio abriu espaço para uma breve recuperação das bolsas em Nova York, com redução dos ganhos do petróleo, no Brasil os investidores aproveitaram para realizar um pouco dos lucros.

Com relatos de algum fluxo de saída do estrangeiro do mercado acionário, o Ibovespa aprofundou a baixa no período vespertino e cedeu 0,70%, aos 116.877,92 pontos. Essa saída de recursos também fez ajudou o mercado local de câmbio a se mover na contramão do exterior.

Enquanto o dólar perdeu força ante a maioria das demais divisas, teve valorização de 0,18% ante o real, a R$ 4,0629 no mercado à vista. Lá fora, alguns indicadores positivos de atividade da zona do euro e dos Estados Unidos amenizaram a aversão ao risco que se estende desde o fim da semana passada, após um ataque norte-americano matar o principal líder militar do Irã.

Mas, no caso dos juros, esse fato seguiu reverberando, tanto elevando os prêmios na ponta longa da curva, diante da fuga do risco, quanto ao colocar os investidores em compasso de espera pelos efeitos da alta recente do petróleo nos preços dos combustíveis.

Uma reunião entre Ministério de Minas e Energia e outros representantes do setor, como ANP e Petrobras, além do presidente Jair Bolsonaro, para discutir o tema concentrou as atenções dos agentes. Ao sair do encontro, Bolsonaro afirmou que expôs seu ponto de vista e declarou que o preço dos combustíveis tem impacto na inflação e na tabela do frete.

Não houve anúncio sobre ajustes nos preços por enquanto, mas o ministro Bento Albuquerque, após o encontro, afirmou que o governo trabalha para ter instrumentos que evitem que o País seja refém das crises do petróleo, sem revelar quais são essas ferramentas porque as análises ainda estão em andamento.

 

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